Medo maior do brasileiro ainda é o desemprego, mostra pesquisa

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Um ano após o início da pandemia, o Valor Econômico quis saber como está a cabeça do brasileiro. Os resultados foram publicados no suplemento “Fim de Semana”, dia 26.

Devastação – Em março de 2020, frente à explosão da pandemia da Covid-19, 54% consideravam a perspectiva “devastadora”. Agora, esse índice está em 72%.

Foram ouvidas 1.003 pessoas. Dessas, 83% se disseram a favor da vacina, mas 13% são contrárias. Entre os entrevistados, 63% não confiam na capacidade de Jair Bolsonaro gerenciar a crise sanitária e suas sequelas.

A pesquisa ficou a cargo do Instituto Travessia, de São Paulo, e foi encomendada pelo jornal.
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Há oposição entre as avaliações da postura de Bolsonaro e dos governadores. Enquanto a reprovação ao presidente, na gestão da crise, chega a 66%, a enquete mostra que 54% aprovam os governadores; e 40% desaprovam. Avaliação do ministro Pazuello ficou em 1%.

Economia – Em março passado, eram de 54% os que consideraram que seria drástico o impacto da Covid-19 na economia. Um ano depois, esse índice bate em 72%.
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No quesito renda, hoje 80% dizem que as finanças pessoais foram agravadas pela pandemia. Em julho passado, 74% diziam que sim.
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Entre os mais pobres, 83% declaram haver perdido renda.

Emprego – Fora do campo da saúde, a enquete do Valor mostra o impacto nos empregos: 54% dizem que o emprego (da pessoa ou de um parente) foi prejudicado. O maior medo das pessoas, segundo a pesquisa, é quanto ao desemprego. As entrevistas mostram 38% de preocupação com esse item.

Escolas – O Instituto também perguntou sobre a volta às aulas. Hoje, 65% são contrários; o índice a favor é de 31%. No grupo que recebe até dois salários mínimos, a desaprovação ao retorno às aulas é de 70%.

Escala – Escala de preocupação dos brasileiros, segundo a pesquisa publicada pelo jornal: 14% temem falta de vacina; 38%, desemprego; 15%, inflação; 7%, crise política; 18%, segurança; e 8%, medo de que piore o atendimento durante a Covid-19.

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