Miguel Torres explica greve nas montadoras dos EUA

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greve nos EUA

Ontem (19), por volta das 19 horas, a Agência Sindical ouviu o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, que se encontra nos Estados Unidos. Ele integra a delegação sindical, convidada pelo presidente Lula, para a abertura da 78ª Conferência da ONU.

Miguel também compõe o grupo de dirigentes que, nos EUA, manifesta apoio à greve dos metalúrgicos em três montadoras locais. Ele diz: “Nós nos reunimos à tarde com dois representantes do Sindicato norte-americano, UAW (United Auto Workers), e outros companheiros do comando de greve. O encontro aconteceu em Nova Iorque, mas o epicentro do movimento ocorre em Detroit”.

Os metalúrgicos reivindicam aumento de até 46% e criticam o abusivo repasse de dividendos a acionistas e CEOs das empresas. O dirigente explica que “as montadoras estão ganhando muito dinheiro, segundo relatam os sindicalistas do UAW”.

Exploração – A jornada de trabalho é abusiva e faz lembrar situações precárias em países do Terceiro Mundo. O presidente da Força Sindical conta: “Os companheiros estão trabalhando cerca de 12 horas por dia, sete dias por semana.”

Biden – Político originalmente ligado ao sindicalismo, o próprio presidente da República dos EUA, Joe Biden, apelou às montadoras por aumento salarial. Miguel Torres observa: “A grande imprensa entendeu como natural o pedido de Biden, por causa de sua trajetória junto aos Sindicatos. Aqui, seria diferente o tratamento”.

Marinho – A pedido do presidente Lula, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou do encontro entre Força, CUT, UGT, CTB, Nova Central e CSB e o comitê de trabalhadores das montadoras e do UAW. O metalúrgico Valter Sanches, ex-presidente do IndustriAll, também participou. A greve, comandado pela entidade, e iniciada dia 15, paralisa General Motors, Ford e Stellantis (antiga Crhysler).

MAISSite das Centrais e da OIT (ILO).

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