As Centrais Sindicais manifestam apoio incondicional à greve dos petroleiros, que começaou nesta segunda, 15 de dezembro.
A FUP – Federação Única dos Petroleiros, anunciou em seu site que os trabalhadores e as trabalhadoras do Sistema Petrobrás entraram em greve à zero hora desta segunda-feira, 15, interrompendo por tempo indeterminado as atividades nas unidades do Sistema Petrobrás. O movimento começou forte já na madrugada, com a entrega da operação das plataformas do Espírito Santo e do Norte Fluminense às equipes de contingência da empresa, bem como do Terminal Aquaviário de Coari, no Amazonas, onde 100% da operação aderiu ao movimento.
A NOTA
Após semanas de assembleias em todo o País, a última proposta apresentada pela Petrobras para o Acordo Coletivo de Trabalho – que prevê apenas 0,5% de aumento real, além de tentativas de retirada de direitos – representa uma vergonha para uma empresa desse porte e dessa importância estratégica para o Brasil.
Ao mesmo tempo, no último período, foram registrados aumento da produção e crescimento expressivo dos lucros, assegurando aos acionistas dividendos que se aproximam de R$ 100 bilhões – recursos que não são revertidos de forma justa aos trabalhadores da Petrobras.
Esse contraste torna a situação ainda mais incoerente e espantosa, sobretudo porque são esses profissionais que, mesmo em meio a crises e instabilidades econômicas, garantem resultados recordes, com uma produção que chega a quatro milhões de barris/dia.
A postura intransigente da empresa é ainda mais grave por se tratar de uma empresa nacional, estratégica e patrimônio do povo brasileiro.
Em meio à campanha salarial, essa atitude não deixa aos trabalhadores outra alternativa senão o início de uma greve nacional.
Por tudo isso, reafirmamos nosso apoio à Greve Petroleira e reivindicamos:
- Aumento real significativo, já;
- Nenhum direito a menos e atendimento imediato das reivindicações.
São Paulo, 14 de dezembro de 2025
Sérgio Nobre, presidente da CUT. Miguel Torres, presidente da Força Sindical. Ricardo Patah, presidente da UGT. Adilson Araújo, presidente da CTB. Antonio Neto, presidente da CSB. Sônia Zerino, presidente da Nova Central (NCST). Atnágoras Lopes, secretário- executivo da Conlutas. Nilza Pereira de Almeida, secretária-geral da Intersindical. José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor.
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