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Pra que turvar a água?

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Três conquistas - Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Josinaldo José de Barros (Cabeça). Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região.

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A política e a economia nem sempre andam em sintonia. Isso não é bom. Quando a política interfere demais na economia, a tendência é tumultuar o mercado. Quando a economia tenta dirigir a política, a tendência é de confusão e desequilíbrios.

Numa democracia, o ideal é que cada parte faça o que lhe cabe. Ou seja, a política dê preferência aos temas políticos e a economia dê prioridade aos temas do mercado – tais como oferta, procura, inflação, taxa de juros, emprego e outros.

O governo Lula tem sido cauteloso. Aquilo que é do Executivo, o governo procura cuidar bem. Aquilo que é do Legislativo, os parlamentares procuram fazer a parte que lhes cabe. E o que cabe ao Judiciário acontece de acordo com as leis e a Constituição.

É claro que às vezes as linhas se cruzam. Quando isso ocorre, os Poderes precisam dialogar entre si, respeitando-se o papel de cada um, conforme a lei.

Digo isso porque o ex-Presidente Jair Messias Bolsonaro se encontra preso e essa prisão provisória pode ser prolongada, a depender do comportamento do réu e de acordo com o que prevê a legislação.

A posição do Sindicato nessa situação é clara: cumpra-se a lei. Na democracia, a regra que vale pra Chico também vale pra Francisco.

A interferência espúria da política na economia sempre gera problemas. Veja-se o caso do deputado Eduardo Bolsonaro. Ele abandonou o mandato na Câmara pra pleitear junto ao governo Trump mais tarifas danosas às nossas exportações e à economia. Entendo que cometeu crime contra os interesses nacionais, devendo ser punido.

Veja-se um caso ainda mais enrolado e danoso, envolvendo o Banco Master. Esse banco tem uma gestão ruinosa, prejudicando investidores privados e jurídicos. Fez tantas operações fraudulentas que o Banco Central precisou intervir. Isso, evidentemente, provoca incertezas no mercado.

Ao investigar o Master, a Polícia Federal desvendou uma complicada teia de interesses políticos envolvida na trama: deputados, senadores e até o governador do Distrito Federal. Tudo isso está sendo apurado pela PF e mais gente pode ir pra cadeia.

Nossa posição é clara: apure-se tudo e aplique-se a Lei. Cada um (ainda mais se for autoridade) que responda pelos seus atos.

Jair – A prisão preventiva do ex-Presidente não surpreende. Ele estava em prisão domiciliar. Mas é teimoso que nem uma porta, passando a descumprir as regras cautelares. Pior: tentou destruir a tornozeleira eletrônica, aumentando as suspeitas de que pretendia escapar e fugir do País.

Neste momento, o Brasil vive uma boa fase da economia, com oferta de empregos, aumento nas exportações e elevação do padrão salarial. Os políticos devem colaborar para que esse ambiente de negócios prospere e avance. Devem ajudar a limpar a água e não pescar em águas turvas.

Josinaldo José de Barros (Cabeça). Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região.

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