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quarta-feira, 11/02/2026

Prêmio Herzog será entregue nesta terça no Tucarena

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Principal premiação nacional referente aos direitos humanos chega à 46ª edição. O jornalista Vladimir Herzog foi assassinado pela ditadura, no Doi-Codi, em 25 de outubro de 1975. Seu assassinato, que o regime tentou transformar em suicídio, produziu forte abalo na ditadura, com ampla repercussão também internacional.

A premiação, afora reverenciar a memória do jornalista assassinado, objetiva manter vivo o espírito de resistência contra abusos que ferem os direitos humanos.

O Prêmio é demonstração do permanente e amplo repúdio da sociedade à violência do Estado contra cidadãos indefesos. Hoje, abusos mais comuns nas periferias, vitimando jovens, especialmente negros.

Local – Cerimônia de entrega do 46º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Terça, dia 29, às 20 horas, no Tucarena, em São Paulo. Aberto ao público, acontecerá após a 13ª Roda de Conversa com os vencedores, à tarde.

A iniciativa permite que jornalistas compartilhem o processo de construção das matérias premiadas. Mediado pelos jornalistas Angelina Nunes, Aldo Quiroga e Sergio Gomes, com transmissão ao vivo pela TV PUC-SP.

O Prêmio Herzog recebeu 601 inscrições, das quais 222 em texto; 144 em vídeo; 60 em áudio; 56 em multimídia; 51 em fotografia, 50 em arte e 18 em livro-reportagem. Um grupo de 49 convidados integrou o júri responsável por selecionar os finalistas das sete categorias.

Homenagens

No ano em que o golpe de 1964 completa seis décadas, a comissão organizadora definiu um protocolo para homenagear três grandes personagens da nossa história recente: Margarida Genevois, Ziraldo (in memoriam) e Luiz Eduardo Merlino (in memoriam).

Eles foram escolhidos por representar, respectivamente, a sociedade civil atenta em defesa da Justiça, da Paz, dos Direitos Humanos e da Democracia; a imprensa alternativa como uma das frentes de resistência; e os jornalistas e militantes perseguidos, presos, torturados, desaparecidos e assassinados durante a ditadura e cujos familiares ainda lutam pelo direito à Memória, Verdade e Justiça em relação às violações cometidas pelo Estado.

Prêmio Especial – Flávia Oliveira, Gizele Martins e a Rede Wayuri de Comunicadores Indígenas do Rio Negro receberão o Prêmio Especial 2024. As escolhas se basearam nas contribuições relevantes para o cenário atual do jornalismo brasileiro, que caminha no reconhecimento da diversidade, inclusão, pluralidade de vozes e de causas.

Flávia Oliveira é colunista de O Globo e comentarista da GloboNews e da CBN. Em 2023, foi condecorada com o grau Oficial da Ordem de Rio Branco. Gizele Martins é jornalista, comunicadora comunitária e pesquisadora. Doutoranda em Comunicação (UFRJ), autora do livro “Militarização e censura – a luta por liberdade de expressão na Favela da Maré”. A Rede Wayuri de Comunicadores Indígenas do Rio Negro é um coletivo de mídia popular criado em 2017 e formado por comunicadores das etnias Baré, Baniwa, Desana, Tariana, Tuyuka, Piratapuia, Tukano, Wanano, Hup’dah, Yanomami e Yeba Masã. Produz notícias semanais para as 750 comunidades das terras demarcadas do Baixo ao Alto Rio Negro.

Comissão organizadora – Ano passado, na histórica edição de 45 anos, a premiação passou a ser organizada pelo Instituto Prêmio Vladimir Herzog, associação civil de direito privado, sem fins lucrativos ou político-partidários, fundada em novembro de 2022.

A entidade reúne 17 instituições da sociedade civil, além da família Herzog: Associação Brasileira de Imprensa; Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo; Artigo 19; Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo; Conectas Direitos Humanos; Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo; Federação Nacional dos Jornalistas; Geledés; Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; Instituto Vladimir Herzog, Instituto Socioambiental; Ordem dos Advogados do Brasil – SP; Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo; Coletivo Periferia em Movimento; Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo; Sociedade Brasileira dos Estudos Interdisciplinares da Comunicação e União Brasileira de Escritores.

Desde a sua primeira edição, concedida em 1979, o prêmio celebra a vida e obra do jornalista Vladimir Herzog, torturado e assassinado pela ditadura civil-militar no dia 25 de outubro de 1975 nas dependências do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna, em São Paulo.

SERVIÇO – 46º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Terça,  29, às 20 horas, no Tucarena, em SP. Rua Bartira, 347, Perdizes, São Paulo.

REDES SOCIAIS – Site do prêmio, Instagram, Facebook. X (antigo Twitter) e YouTube.

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