A partir de sexta (1º de abril) os Servidores do Banco Central (BC) entrarão em greve, por tempo indeterminado. Os impactos podem alcançar funções essenciais do órgão, como a fiscalização do sistema financeiro do País.

O movimento ganhou força nas últimas semanas.

Desde o dia 17, os trabalhadores fazem paralisações diárias, sempre das 14 às 18 horas, além de operação tartaruga.

Isso gerou atraso em publicações importantes do BC.

Outros serviços, como monitoramento de Tecnologia da Informação e atendimento ao público, já foram afetados. O Núcleo de Tecnologia não faz mais plantão, portanto não há mais cobertura noturna nas falhas de sistemas hospedados dentro do Banco Central.

A mobilização dos Servidores começou após o Congresso aprovar previsão de reposição apenas aos policiais federais no Orçamento deste ano, com apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL). O movimento cresceu também pela insatisfação com a postura e conivência do presidente do órgão, Roberto Campos Neto.

Organização – A decisão pela greve foi tomada em conjunto pelas três entidades que representam a categoria: o Sindicato Nacional dos Técnicos do Banco Central (SinTBacen), o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) e a Associação Nacional dos Analistas do Banco Central do Brasil (ANBCB).

Comissionados – Os Servidores organizaram a entrega, em conjunto, de cerca de 450 cargos comissionados. São 100 chefes adjuntos e consultores, e 350 especialistas e coordenadores de equipes menores. Além disso, outros 2 mil trabalhadores se comprometeram a não assumir função caso sejam convocados para substituir algum dos cargos entregues.

Reivindicações – Os trabalhadores querem reajuste salarial de 26,3% e a reestruturação das carreiras. “Perguntamos se havia proposta oficial, mas o presidente do Banco Central não apresentou nada concreto”, conta Fabio Faiad, presidente do Sinal.

MAIS – Acesse os sites do SinTBacen, Sinal e ANBCB.