Sindicato atende problemas emocionais

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As doenças de origem emocionais ou psicológicas crescem nos ambientes de trabalho e em quase todas as categorias profissionais – estresse, burnout, depressão e outras. Esses problemas têm sobrecarregado o INSS, especialmente por causa dos afastamentos, muitas vezes prolongados.

O sindicalismo busca oferecer meios de enfrentamento. Um caso já consolidado nesse sentido é o do Sindicato dos Comerciários de São Paulo (UGT). A entidade oferece atendimento psicológico, psiquiátrico e também assistência social. Em sua sede, no Centro, nas subsedes de Pinheiros e Tatuapé, como também no ambulatório médico, na Vila Clementino, São Paulo.

Compromisso – A Agência Sindical conversou com Cleonice Caetano (Cléo). Ela é Diretora de Assistência Social e Previdência do Sindicato e também ocupa uma das vice-presidências da UGT. Cleo afirma: “Evidentemente que esse tipo de assistência traz custos ao Sindicato. Temos psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais contratados. Há custo com a manutenção da infraestrutura. Mas a assistência humanitária faz parte dos compromissos do sindicalismo e do nosso Sindicato”.

PUC – Outra frente de atendimento se dá por meio de convênio com a Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP). Os alunos ultimoanistas de Psicologia fazem estágio supervisionado e dão um primeiro atendimento. A depender do caso, a pessoa é encaminhada ao setor especializado, a órgãos públicos ou ao Cerest, no caso de haver relação concreta entre os sintomas e o ambiente de trabalho.

No Sindicato, o rito do atendimento é: primeiro, assistência social; depois, se for o caso, psicólogo. Por fim, encaminhamento ao psiquiatra, para diagnóstico ou medicação. Há casos em que a pessoa, afora o tratamento psiquiátrico, segue com o atendimento psicológico.

Empresas – “O empregador, o gerente ou o preposto tendem a negar que na empresa haja pressão ou assédio. Mas temos visto muitos desgastes na juventude, entre os contratados no Programa Jovem Aprendiz. Eles dão o sangue, se desgastam e aí acabam dispensados e outro jovem é posto no lugar”, conta Cleonide Caetano.

Há também fatores externos e agravantes. É o caso do transporte público. Cléo relata: “A pessoa passa duas horas no transporte lotado. Chega desgastada ao trabalho e nem sempre encontra um ambiente acolhedor. Isso só agrava a depressão, a tristeza, o burnout e outros males”.

Segundo a diretora do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, “esse tipo de doença, de fundo emocional, não chega de uma hora pra outra, mas vai se instalando, tomando conta da pessoa”. Por isso, ela recomenda aos familiares toda atenção a mudanças de comportamento, ao distanciamento da vida social, ao isolamento e a outros sintomas. “Todos da família devem ficar atentos”, orienta.

Cartas – Muitas pessoas que passam pela rede de atendimento do Sindicato fazem questão de agradecer. A diretora diz: “Mandam carta ao presidente Ricardo Patah, nos telefonam, enviam e-mail. Isso nos gratifica e demonstra que fizemos um bom trabalho, cuidando da saúde mental da pessoa e também oferecendo um tratamento carinhoso e humanitário”.

Locais – Atendimento na sede, Centro. Vale do Anhangabaú, rua Formosa, 99. Telefone (11) 2121.5900. Subsede Tatuapé, rua Dr. Raul da Rocha Medeiros, 72. Telefone (11) 4040-1804. Subsede Pinheiros, rua Lacerda Franco, 125. Telefone (11) 5118-3150. Ambulatório Médico – Rua Dr. Diogo de Faria, 967, Vila Clementino, SP. Telefone (11) 2142.3350.