Sindicato e UGT apoiam trabalhadores do “fast food” nos EUA

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O Sindicato dos Comerciários de São Paulo (filiado à UGT) foi representado pela diretora Maria das Graças da Silva Reis nos atos da Campanha “Sem direito não é legal”, de apoio aos trabalhadores em “fast food”, na Califórnia. Trabalhadores pleiteiam regulamentação do Piso Salarial e melhores condições de trabalho.

Sindicato e UGT representam a categoria na campanha global, para orientar trabalhadores de empresas do ramo “fast food” sobre direitos trabalhistas e boas condições.

Maria das Graças falou à Agência Sindical. Para ela, a falta de legislação que regulamenta o trabalho, como a CLT no Brasil, torna difícil a situação nos EUA. A diretora explica: “Os trabalhadores buscam regulamentar a jornada, o descanso semanal e outras melhorias. A exploração é muito forte, no mundo todo. Falta conhecimento sobre assédio, segurança e direitos”.

Presença – A UGT tem forte presença em atos dentro e fora do Brasil. A participação da diretora foi importante pra verificar o modelo de trabalho norte-americano, baseado em horas trabalhadas e na baixa remuneração. Ela conversou com funcionários que relataram suas queixas.

A dirigente destaca: “Empresas desse ramo são geralmente multinacionais. Muitas também estão no Brasil. Elas carregam a cultura de exploração pelo mundo. É nossa obrigação, como Sindicato, participar das lutas por saúde, contra o assédio e a insegurança”.

Sindicalismo – Ricardo Patah preside o Sindicato dos Comerciários de SP e a UGT. Ele reforça a importância do apoio sindical brasileiro às lutas mundiais.

Patah afirma: “O principal instrumento sindical é o apoio. A solidariedade entre trabalhadores é fundamental nas conquistas. Sindicatos e Centrais do Brasil devem estar presentes nas lutas internacionais. No caso do “fast food”, muitas empresas são internacionais. Ao resolver um problema lá, conseguimos também resolver aqui. É uma batalha importante que estamos travando juntos”.

Campanha – Rafael Guerra coordena a “Sem direito não é legal” no Brasil desde 2020. Ela surgiu em 2015, como braço da campanha “Fight for $15”, nos EUA, que busca salário mínimo de US$ 15,00 a hora.

Ele advoga melhorar as condições de trabalho via produção e divulgação de informativos, diálogo e luta sindical em empresas. Rafael conta: “Visitamos empresas, conversamos com trabalhadores e tentamos levar o máximo de informação possível pra que conheçam seus direitos”.

Cartilha – Campanha produziu Cartilha que auxilia o trabalhador a identificar abuso ou preconceito. Foi disponibilizado um QR Code pra denunciar más condições, anonimamente. De 2020 até hoje, houve centenas de denúncias. Clique aqui e acesse a Cartilha.

Rafael Guerra afirma: “Essa Campanha é importante pra brasileiros e norte-americanos. É uma forma de frear os abusos patronais, levar o sindicalismo aos trabalhadores e empoderar os jovens pra que conheçam as entidades, como também seus direitos. Mostramos que existem Sindicatos atuantes. E que eles não estão sozinhos na luta por direitos”.

MAIS – Site dos Comerciários SP e UGT. Facebook e Instagram da Campanha.

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