23.2 C
São Paulo
quarta-feira, 25/03/2026

Superar as desigualdades no mundo do trabalho

Data:

Compartilhe:

O investimento em educação e qualificação profissional, bem como a implementação de políticas públicas inclusivas, são fundamentais para a redução das desigualdades no mercado de trabalho. As mulheres e os negros são as maiores vítimas das distorções sociais. São destinados a eles empregos com grande vulnerabilidade, baixos salários e maior informalidade. Além disso, estão mais sujeitos ao desemprego e à precariedade das suas condições de vida.

Apesar dos esforços do governo Lula para diminuir as desigualdades e melhorar a qualidade de vida do brasileiro, estamos longe de atingir um Índice de Capital Humano (ICH) adequado. A classificação é baseada na quantidade e qualidade da educação e nas condições de saúde da população.

A crise sanitária da Covid 19 escancarou as desigualdades e fez com que o país perdesse uma década de progresso no ICH. Entre os 157 países que fazem parte da pesquisa do Banco Mundial, o Brasil ocupa a 89.º lugar, atrás da maioria dos países da América Latina. Isto tem um efeito direto na produtividade no mercado de trabalho.

A parceria firmada entre os presidentes Lula e Joe Biden, dos Estados Unidos, para viabilizar direitos e melhorias para os trabalhadores, tem pela frente o grande desafio de combater a precarização, a discriminação no local de trabalho e promover a criação de empregos.

A desigualdade no Brasil é histórica, portanto, o atual modelo de políticas públicas inclusivas é desigual. Um por cento dos mais ricos detém quase metade da riqueza do país. O Bolsa Família, que deve retirar mais de 10 milhões de pessoas da pobreza em 2023, não pode, sozinho, enfrentar todos os obstáculos estruturais para atingirmos a justiça social. É preciso mais para atender toda a demanda dos grupos mais atingidos pela vulnerabilidade financeira.

Para as populações desiguais, é necessário investir mais em educação e saúde pública. É imprescindível adotar medidas como aprimorar a oferta de creches, educação infantil em tempo integral, formação profissional e capacitação da força de trabalho. Essas iniciativas, ainda que pontuais, precisam ganhar escala para que ocorram mudanças nos indicadores sociais e no mercado de trabalho. Só assim conseguiremos melhorar a renda e a qualidade de vida dos mais vulneráveis. Precisamos agir rápido para preparar um futuro melhor para os jovens e para as crianças. A consolidação de uma democracia está diretamente ligada à redução da desigualdade.

Eusébio Pinto Neto,
Presidente do SINPOSPETRO-RJ e da Federação Nacional dos Frentistas

Conteúdo Relacionado

Sinpro-SP explica a Assistencial

Aprovada de forma democrática nas assembleias dos diversos segmentos da categoria (Sesi, Senai, Senac, Educação Infantil, Educação Básica e Ensino Superior), a Contribuição Assistencial...

Justiça a Fiel Filho

A ditadura no Brasil (1964-1985), autoritária, criminosa, estúpida e sanguinária, perseguiu muitos trabalhadores.Entre suas vítimas está o metalúrgico e militante Manoel Fiel Filho. Trabalhador...

CNTC defende debate sério quanto ao fim da 6×1

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e as entidades sindicais comerciárias e de serviços em todo o País manifestam repúdio às declarações do...

Acabar com a Justiça do Trabalho?

As pessoas que leram a versão impressa do Estadinho de segunda-feira (16/03) ficaram surpresas e alarmadas com a manchete: “Empresas pagam recorde de R$...

Ciclo positivo

O cidadão tem o justo direito de reclamar do mau gestor, seja o prefeito, o governador ou o presidente da República. O movimento sindical...