22.2 C
São Paulo
quarta-feira, 6/05/2026

Batalha naval e a inocência – professor Oswaldo

Data:

Compartilhe:

O jornal O Globo, informa o IBGE que cerca de 41% dos brasileiros, ou 84,9 milhões de pessoas, convivem com fome ou algum grau de insegurança alimentar.

Quando criança ou na adolescência, passávamos momentos agradáveis jogando batalha naval. Afundávamos porta-aviões, destroyers, corvetas, submarinos, fragatas e cruzadores. Não era um jogo eletrônico, muito menos aquele produzido pela “Estrela”, pois nem todos tinham condições de comprar.

Ou usávamos o papel quadriculado da contracapa do caderno de desenho ou fazíamos o quadriculado a lápis, já que pra muitos a caneta esferográfica era luxo. Dois jogadores, cada um posicionava sua esquadrilha e, utilizando de conceitos cartesianos, indicávamos onde o tiro atingiria. Ganhava quem afundasse primeiro a frota do adversário.

Provavelmente, deva ser o mesmo que acontece com a Batalha de Formosa, que de tanta importância bélica foi visitada pelo Presidente para dar o início ao combate, que na realidade se iniciava no desfile Militar ocorrido.

Voltando ao jogo, tínhamos exercícios matemáticos para interpretar o ataque e, embora soubéssemos que ninguém morreria, a situação lúdica criava imagens que hoje lembram vagamente os combates virtuais e, já em Formosa, todos os cuidados são tomados pra evitar acidentes.

Hoje, em O Globo, informa o IBGE que cerca de 41% dos brasileiros, ou 84,9 milhões de pessoas, convivem com fome ou algum grau de insegurança alimentar. Os números são da Pesquisa de Orçamentos Familiares, divulgada quinta-feira pelo IBGE.

Talvez a presença na Batalha de Formosa seja de vital importância para a segurança do País, mas na guerra no mundo real em que vivemos o único inimigo é a fome – pasmem, num País que bate recordes de exportação de grãos e proteína animal.

Fome que acarreta deficiências neurológicas irreversíveis em nossas crianças. Fome que debilita o corpo e os deixa à mercê de doenças letais – a fome onde nesses casos a morte é inevitável.

Não sei se trocaria minha batalha naval pela batalha de Formosa, mas sei necessário que nos unamos de tal forma que tenhamos forças suficientes pra fazer o que não se faz pelo Social em nosso País. As ações dos governantes têm sido pífias; a sociedade tem procurado amenizar essa ausência.

Nosso orçamento está apertado, mas não o suficiente para não ajudarmos uns aos outros.

Se você pensa como nós, colabore com a campanha CNTEEC CONTRA A FOME, depositando qualquer valor pelo site www.cnteec.org.br/campanha ou pelo PIX – CNPJ 33.857.913/0001-88, que com certeza estaremos fazendo a nossa parte para minimizar a fome de alguns brasileiros e brasileiras.

Cada cesta básica entregue é uma família a mais que estará vivendo a esperança de mais um dia de vida.

Professor Oswaldo Augusto de Barros
Coordenador do FSTCNTEECFEPAAE

Acesse – https://fstsindical.com.br/novo/

Clique aqui e leia mais opiniões do professor Oswaldo

Conteúdo Relacionado

A democracia sitiada por dentro – Marcos Verlaine

Há paradoxo cada vez mais evidente no cenário político contemporâneo: a extrema-direita passou a reivindicar, com ênfase, a defesa da democracia e das liberdades...

Celebração descentralizada, pauta unificada – Murilo Pinheiro

Neste ano, o 1º de Maio revelou uma dinâmica que merece destaque: a descentralização das mobilizações, com atos realizados em diversas cidades brasileiras, refletindo...

Bolsonaristas atacam a democracia – Pedro Uczai

Um verdadeiro deboche ao povo brasileiro ocorreu no Congresso Nacional nesta quinta-feira (30), com a derrubada dos vetos do presidente Lula ao PL da...

1º de Maio: Lutar pelo fim da escala 6×1 – Eusébio Luís Pinto Neto

A data histórica do 1º de Maio ganha este ano um significado especial. Vamos reforçar nas ruas a mobilização nacional pelo fim da escala...

Cadastro do 1º de Maio – João Guilherme Vargas Netto

As direções das centrais sindicais determinaram que as comemorações do 1º de Maio, este ano, fossem descentralizadas, aproximando-as dos trabalhadores e das trabalhadoras e...