22.2 C
São Paulo
sábado, 7/03/2026

Dirigentes do FST debatem com Orlando Silva alterações na 936

Data:

Compartilhe:

Integrantes do Fórum Sindical dos Trabalhadores se reuniram segunda (18), por meio de videoconferência, com o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). Ele é relator da Medida Provisória 936, baixada pelo governo em 1° de abril. A MP permite que o empregador suspenda o contrato de trabalho, reduza salários em até 70% e também altere a jornada de funcionários.

Participaram o professor Oswaldo Augusto de Barros, coordenador do FST, e Artur Bueno de Camargo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação (CNTA Afins), além de suas assessorias.

Durante o encontro virtual, os sindicalistas apresentaram suas apreensões ao deputado. “Preocupa muito essa medida. Ela nos deixa sem ter pra onde correr”, comenta o professor Oswaldo. O dirigente afirmou à Agência Sindical que a reunião serviu pra debater com o relator meios de se evitarem perdas drásticas aos trabalhadores.

Caducar – Artur Bueno de Camargo diz: “Essa MP deveria caducar. Mas percebemos que não existe a possibilidade. O governo vai insistir”. Com o objetivo de amenizar prejuízos, ele questionou o relator sobre o que pode ser feito pra que a MP 936 não afete tanto os trabalhadores – que neste momento de pandemia já perdem renda e poder aquisitivo.

“Pedimos a participação dos Sindicatos nas negociações entre patrões e empregados; a garantia de que as empresas não demitam antes de aderir à MP 936, porque elas têm se utilizado de má-fé; e, por fim, sugerimos descontos em impostos e taxas bancárias. Sabemos que as pessoas estão perdendo a cada dia seu poder aquisitivo. Por que o governo e os bancos não podem fazer sua parte pra amenizar isso?”, questiona Artur.

Compromisso – Orlando Silva observou que ampliar as garantias não será fácil. Mas ele reafirmou seu compromisso: “Vou tentar ao máximo garantir e aumentar a reposição da renda dos trabalhadores, sobretudo dos que recebem menos de três salários mínimos. Além de outras proposições que preservem direitos durante a pandemia”.

Para Artur Bueno, o importante é não perder o foco e ter unidade. “Vamos trabalhar em cima do relatório do deputado. E enviar carta pra que as entidades sindicais encaminhem a deputados e vereadores pedindo apoio à nossa pauta. Temos que atuar em conjunto. É muito importante o empenho de todo o sindicalismo, a fim de evitar tantas perdas aos trabalhadores”, comenta.

Após apresentação do relatório, haverá debates acerca da 936. Ao final, a MP irá a voto.

Conteúdo Relacionado

II Conferência Nacional valoriza diálogo e renda

Terminou em São Paulo, dia 5, a II Conferência Nacional do Trabalho (CNT). O evento nacional foi precedido das 27 etapas estaduais e distritais...

Ministro destaca avanços na agricultura familiar

Dia 27 de fevereiro, a Agência Sindical entrevistou Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Ele participava, em São Paulo, de cerimônia...

Manobra na Câmara ameaça direitos

Contra a redução da jornada de trabalho, a bancada bolsonarista liderada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) apresentou o Requerimento 477/2026, visando apensar a PEC...

Pais terão licença maior

O Senado aprovou dia 4 Projeto que amplia gradualmente a licença-paternidade, passando dos atuais cinco para 20 dias. Benefício será concedido aos pais, nas...

Condutores de São Paulo vão às urnas

As eleições no SindMotoristas de SP costumam ser muito disputadas. Quatro chapas vão concorrer ao pleito dias 10 e 11 de março.A chapa que...