26.1 C
São Paulo
terça-feira, 7/04/2026

Democracia e prato cheio – por Josinaldo Barros

Data:

Compartilhe:

A democracia é o melhor dos regimes políticos. Mas ela não pode ser um valor abstrato, longe da vida real.

Democracia boa vem acompanhada de arroz, feijão e mistura no prato. Aliás, já diz o povo: “meu prato predileto é o prato cheio”.

Bolsonaro fez um estrago desgraçado no emprego, nos direitos e renda dos brasileiros, da ativa e  aposentados. Um dos resultados é o agravamento da miséria, com a volta do Brasil ao mapa da fome.

Mergulhado na crise e por estar atrás nas pesquisas, Bolsonaro esperneia e aumenta seus ataques. Ataca as urnas eletrônicas, o STF, o TSE e assim por diante, buscando confundir a cabeça das pessoas.

Mas a toda ação existe reação. E elas têm sido várias, como as Cartas e Manifestos de diversas entidades, em defesa da democracia, da lisura eleitoral e da justiça social.
online pharmacy https://blackmenheal.org/wp-content/themes/twentytwentythree/parts/html/orlistat.html no prescription drugstore

A principal delas já supera 1 milhão de assinaturas. E um dos Manifestos foi subscrito por 106 entidades – Das Centrais à USP, da UNE à Fiesp, do Movimento de Mulheres à OAB, entre outras.

Nosso Sindicato apoia toda iniciativa do campo democrático. Mas o sindicalismo também tem uma “carta” específica. Ela foi aprovada dia 7 de abril, na nova Conclat. As Centrais indicam reivindicações e fazem propostas pra gerar empregos, fortalecer o setor produtivo e distribuir melhor a renda.

O movimento sindical lida com a vida real – do metalúrgico, condutor, gari, vigilante e de tantas outras categorias. Todas apoiam a democracia, mas a Carta da Conclat quer mais: quer democracia e emprego; democracia e prato cheio.

A crise sem fim fez o brasileiro largar a carne bovina pela suína, passar pro ovo e, devido ao aumento de tudo, ficar mesmo é no arroz, feijão e farinha. E muitos nem isso têm. Nos bairros pobres, o desjejum tem sido um café ralo e seja o que Deus quiser no resto do dia.

De um ano e meio pra cá, o Sindicato fez duas campanhas pra arrecadar alimentos, realizou o Natal Sem Fome e também arrecadou uma grande quantidade de roupas pra famílias pobres enfrentarem o frio. Toda sexta, distribuímos leite no Instituto Meu Futuro.

Nós procuramos fazer a nossa parte naquilo que é cívico e solidário. Quem não faz a parte que lhe cabe é o governo.
online pharmacy https://blackmenheal.org/wp-content/themes/twentytwentythree/parts/html/furosemide.html no prescription drugstore

E o responsável é Jair Bolsonaro. Desde o início de seu governo, o sindicalismo reivindica R$ 600,00 de Auxílio.
online pharmacy https://blackmenheal.org/wp-content/themes/twentytwentythree/parts/html/premarin.html no prescription drugstore

Só agora, pra ganhar votos, ele concede o Benefício, depois de nosso País voltar ao mapa da fome, com 33 milhões de famintos.

INDÚSTRIA – O Brasil é o maior produtor mundial de proteína animal. Se o Agro fosse mesmo pop, não tinha ninguém passando fome. Top é a indústria nacional que fabrica máquinas modernas pro agro lucrar. Os representantes da indústria não entram nesse debate em prol do setor. Mas o Brasil precisa fortalecer a indústria nacional pra gerar empregos e voltar a crescer.

Josinaldo José de Barros (Cabeça)
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região.
Diretoria Metalúrgicos em Ação

Email – josinaldo@metalurgico.org.br
Site – www.metalurgico.org.br

Clique aqui e leia mais opiniões

Josinaldo - Cabeça
Josinaldo - Cabeça
Josinaldo José de Barros (Cabeça), presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região Email - josinaldo@metalurgico.org.br

Conteúdo Relacionado

Sindicato não deve ser balcão: é trincheira – Marcos Verlaine

A luta sindical deve ir muito além do contracheque, da disputa econômica. Reduzir o Sindicato à mera negociação de salários é esvaziar sua essência...

SEESP, uma entidade cada vez mais forte – Murilo Pinheiro

Fundado em 21 de setembro de 1934, o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo conta já uma longa história de luta em...

Conclat em movimento – João Guilherme Vargas Netto

As direções das centrais sindicais resolveram que as comemorações este ano, do 1º de Maio, serão descentralizadas, sem um evento único, mas com vários...

Pejotização e seus efeitos sistêmicos – Rita Serrano

Após participar, em 10 de março, de audiência pública no Congresso Nacional, representando o DIAP no debate sobre as consequências da pejotização para a...

Salário mínimo: 90 anos de uma ideia essencial – Murilo Pinheiro

O salário mínimo nasceu como um princípio. Em 14 de janeiro de 1936, a Lei 185 estabeleceu que a remuneração do trabalhador deveria ser suficiente para...