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quarta-feira, 21/01/2026

Desigualdade salarial entre negros e brancos persiste, diz Dieese

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Boletim Especial do Dia da Consciência Negra, divulgado pelo Dieese, mostra que a desigualdade salarial entre negros e não negros persiste no mercado de trabalho. Apesar de em 2022 a retomada das atividades econômicas impulsionarem a geração de novas vagas de trabalho, os trabalhadores negros recebem salários menores.

De acordo com o Boletim, a renda média mensal dos homens não negros no segundo trimestre de 2022 foi de R$ 3.708,00, enquanto a mulher não negra recebeu média de R$ 2.774,00 por mês. Já a trabalhadora negra recebeu R$ 1.715,00 mensais e o homem negro, R$ 2.142,00. Desta forma, a mulher negra teve salário 46,3% menor do que o homem não negro.

“A diferença entre os rendimentos é constante nos dados do mercado de trabalho e precisa ser modificada a partir de políticas públicas e sensibilização da sociedade. Não importa somente elevar a escolaridade da população negra, mas sensibilizar a sociedade em relação à discriminação existente no mercado de trabalho, que penaliza parcela expressiva de brasileiros”, sugere o Boletim do Dieese.

Desemprego – Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), do IBGE, a taxa de desocupação total foi de 9,3% no segundo trimestre de 2022, menor do que o registrado nos três anos anteriores – 12,1% em 2019, 13,6% em 2020, 14,2% em 2021. Apesar disso, a dificuldade de reinserção no mercado de trabalho enfrentado pelas mulheres negras é maior.

No segundo trimestre de 2022, as trabalhadoras negras representavam 13,9% na taxa de desocupação, enquanto as mulheres não negras registraram 8,9%. Os homens negros ficaram em 8,7% no nível de desocupação, enquanto os não negros ficaram com a menor taxa registrada, 6,1%.

MAIS – Clique aqui e acesse o Boletim Especial do Dia da Consciência Negra, do Dieese.

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