Revogar o Novo Ensino Médio – Por Francisca Seixas

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O movimento Revoga Já o “novo’ ensino médio cresce porque a deforma aprovada em 2017 arrasa com o ensino médio das escolas públicas. E com isso, tira todas as chances das filhas e filhos da classe trabalhadora de se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além de ficar sem ter como entrar numa universidade. Sonho da juventude e de todas as mães e pais trabalhadores.

Além disso, as alunas e alunos que mais precisam não conseguem se qualificar para o mercado de trabalho, transformando-se em mão de obra barata. Porque esse “novo” ensino médio não prepara a juventude trabalhadora para nada. Nem para uma profissão e nem para a conquista de uma consciência necessária para terem uma vida mais digna.

Professoras, professores, estudantes, mães e pais de alunos, sindicatos, entidades do movimento educacional e movimentos sociais levam para as ruas e para as redes sociais o movimento Revoga Já o “novo” ensino médio, instituído pela Lei 13.415/2017.

O Revoga Já virou consenso no movimento educacional porque o “novo” ensino médio acarretou prejuízos gigantescos para os estudantes, para os profissionais da educação, para a comunidade escolar, assim como para toda a sociedade.

Principalmente porque o governo golpista de Michel Temer anulou toda a representatividade do Fórum Nacional de Educação e do Conselho Nacional de Educação, tirando toda a representatividade da sociedade civil e dos representantes das educadoras e educadores desses órgãos, mantendo apenas os representantes do setor empresarial.

Com isso, o chamado “novo” ensino médio representou um verdadeiro abandono da juventude trabalhadora do país. Justamente a parcela da população que mais necessita da educação pública para melhorar de vida através dos estudos.

O ensino médio que defendemos deve conter o ensino profissionalizante sem prejuízo para o amplo conhecimento importante para a vida de todas as pessoas. Queremos um ensino médio que prepare a nossa juventude trabalhadora para um futuro com dignidade.

Já houve um avanço com o Ministério da Educação (MEC) abrindo uma consulta pública sobre o tema. Mas a nossa luta continua em defesa de uma educação pública de qualidade, democrática, inclusiva e que abranja toda a diversidade brasileira, em todos os seus aspectos.

Outro avanço importante foi o restabelecimento pelo presidente Lula do Fórum e do Conselho Nacional de Educação, o que por si só mostra uma posição de valorização da educação pública, principalmente após o seis anos desastrosos dos governos anteriores.

A escola que queremos dever ser valorizada, bem estruturada, com profissionais bem pagos e com perspectivas de evolução na carreira com formação permanente. A começar pela imediata aplicação do Piso Salarial Nacional Profissional do magistério em todo o território nacional.

Queremos uma escola que desperte o interesse das crianças e jovens pelo conhecimento e que esse saber seja utilizado para o bem comum.

Porque investir em educação pública é uma das principais maneiras de combater as desigualdades e construir uma sociedade onde todas as pessoas tenham as mesmas oportunidades de desenvolvimento pleno.

Professora Francisca é diretora da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), da CTB-SP e da CTB nacional. 

 

 

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