Metalúrgicos de Guarulhos digitalizam acervo

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A diretoria decidiu que o audiovisual do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região será digitalizado. São 2.154 fitas, das quais 593 se encontram em Mini DV e outras 1.561, no VHS.

O material vai ser passado para o formato MP4, que possibilita visualizar no computador, celular ou aparelhos de Smart TV.

Desde 10 de julho, dois profissionais labutam na transposição do imenso conteúdo audiovisual, cujo primeiro registro data de 1981. O material, depois, receberá GCs – alusivos a fatos e personagens. São Claudio Omena e Paulo Hefko. O primeiro é, há anos, fotógrafo e cinegrafista da entidade. Foi também metalúrgico, na Flexform e Borlem. Paulo faz digitação desde 2004. Ele diz: “Ajuda muito o fato do material ter sido bem conservado pelo Sindicato”.

O manuseio de fitas e outros audiovisuais requer cuidado, pois tem material que foi filmado no padrão U-Matik, há anos em desuso. Omena fala do primeiro registroaudiovisual, em 1981. “O pessoal da Oboré filmou a eleição, com duas chapas. O pleito foi vencido por Edmilson Nery”.

Claudio Omena, há 33 anos no Sindicato, comenta: “Ao rever tantos companheiros que já se foram e tanta gente boa, não tem como não chorar”. Ele conta que, nas grandes assembleias, o Sindicato usava o ginásio do Parque Cecap, um local bem maior que o auditório da sede.

A transposição do audiovisual é meticulosa. Rende, em média, duas fitas por dia. Já foram digitalizadas mais de 80. O conteúdo é direcionado a um HD interno do Sindicato, um Servidor.

O presidente Cabeça afirma: “Queremos possibilitar ao metalúrgico de hoje e a futuras gerações acesso a um material precioso, que registra um Sindicato forte e uma categoria participativa”.

Memorial – Dia 30 de abril, o Sindicato completou 60 anos. Na data, foi inaugurado o prédio do Memorial Metalúrgico Francisco Cardoso Filho, o Chicão, ex-presidente. A ideia é disponibilizar parte desse conteúdo ao Memorial.

O presidente Cabeça considera importante franquear a estudantes e estudiosos esse material. “A moçada precisa conhecer mais a luta sindical ainda na ditadura e entender como são duros os embates capital x trabalho”, ele comenta.

LINK – Em breve, será liberado link do conteúdo.

MAIS – www.metalurgico.org.br

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