Sonia Santana preside o SindCine (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual dos Estados de SP, RS, MT, MS, GO, TO e DF). Nesta terça (14), ela conversou com a Agência Sindical. O motivo, claro, as seguidas premiações do filme “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura.
Profissional com longos anos nos sets de produção, a dirigente tem um olhar abrangente sobre cinema, desde o roteiro até sua exibição. Ela diz: “O filme é muito bom e intrigante. Gosto muito do Wagner Moura, também, porque ele tem consciência clara quanto à função do ator”.

Sonia Santana destaca o amplo domínio cinematográfico do ator. Ela diz: “Não se faz de um dia pro outro um ator desse porte. Wagner Moura também dirige, tem visão ampla do set, graças à sua dupla experiência de trabalhar na frente e atrás das câmeras”. Sonia comenta que somos um país múltiplo, diversificado e isso só o cinema pode mostrar.
Identidade – Para a dirigente, existe uma relação concreta entre cinema e identidade visual; cinema e soberania nacional. “Considero o cinema a cara de um país, seja o Brasil ou não”.
Acúmulo – No mundo inteiro existem festivais cinematográficos. Esse acúmulo, com prêmios ou não, “difunde a cultura de um país, ajudando também na formação de plateias”. As premiações estimulam toda a cadeia do audiovisual, ensejam mais facilidades para exibir na TV e mostrar a viabilidade das coproduções, segundo a dirigente.
Indústria – O audiovisual brasileiro é hoje um dos braços potentes da indústria brasileira. Sonia Santana afirma: “Geramos mais empregos que o setor automobilístico, recolhemos mais impostos que o turismo. Nossos atores e técnicos são de excelente qualidade. Porém, essa dimensão não é devidamente reconhecida pelas instâncias de poder”.

A presidente do Sindicato aponta avanços técnicos efetivos no cinema nacional. Ela diz: “A cor não é mais desbotada e o som de qualidade nos permite acompanhar as narrativas e as falas dos personagens”. Um problema do nosso cinema é o preço do ingresso, comenta: “Cinema de shopping é muito caro. A saída é ampliar os espaços, como os CEUs – em São Paulo – pra exibir filmes em circuitos públicos”.
Posse – Sonia Santana retorna em fevereiro ao Conselho de Comunicação do Senado, onde atuou durante a gestão do mineiro Rodrigo Pacheco.
MAIS – Site do Sindcine, Ministério da Cultura.









