Falta manutenção urbana, diz engenheiro Murilo

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Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

As entidades de engenheiros, há vários anos, propõem que governos e prefeituras criem secretarias ou departamentos de Manutenção. A ideia é, basicamente, prevenir contra os efeitos de acidentes naturais ou agir de pronto diante de ocorrências.

Essa demanda é levantada pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), que realiza Seminários temáticos e também encaminha o pleito a entes dos governos. Murilo Pinheiro, seu presidente, afirma: “É um trabalho contínuo e persistente. Já obtivemos alguns avanços, mas eles são pequenos perante o volume de problemas, principalmente chuvas e inundações”.

Nas últimas semanas, a Grande São Paulo sofreu alagamentos de vias públicas, residências e estabelecimentos comerciais. Isso trava o trânsito, danifica propriedades particulares ou públicas, gerando toda ordem de prejuízos.

O debate da ideia de uma Secretaria de Manutenção começou anos atrás, após uma série de acidentes com pontes e viadutos, inclusive nas avenidas marginais do Pinheiros e Tietê. Para o presidente do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo e da FNE, a conservação de pontes, viadutos, galerias e barragens reduziria a incidência de problemas e diminuiria os custos. “Seria mais barato e seguro”, ele afirma

Tecnologia – Segundo Murilo Pinheiro, as modernas tecnologias, GSP, etc, permitem fazer o mapeamento dos principais bens públicos, avaliar as condições do tempo e indicar os pontos mais vulneráveis e problemáticos, ajudando na prevenção. Em São Paulo, também, é urgente fazer o mapeamento das árvores.

A Engenharia, argumenta o líder classista, “está tecnicamente preparada e com disposição a trabalhar firme nessa área preventiva”. Até porque a iniciativa é geradora de trabalho e empregos.

“Obra enterrada o povo não enxerga”, reza antigo preconceito administrativo nacional. Mas, quando chove mais forte, sente a diferença entre haver ou não obras e sua manutenção.
O presidente da Federação dos Engenheiros, no entanto, entende que as ações preventivas ou o equipamento que permita rápido atendimento aos setores alagados e afetados, depende da soma de esforços, ou seja, do poder público, da universidade, das empresas e dos engenheiros.

Educação – Nesse esforço é preciso também conscientizar o povo, com campanhas midiáticas sobre riscos e também no esclarecimento quanto à conservação de bens públicos, correto recolhimento do lixo e riscos de doenças contagiosas, devido à agua suja ou misturada com todo tipo de sujeira e resíduos.

MAIS – Sites do Sindicato ou da FNE.