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Um Brasil feminino

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Josinaldo José de Barros (Cabeça), presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região

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Domingo, dia 8, celebramos o Dia Internacional da Mulher. A data tem origem sindical, mas a questão feminina diz respeito a todos os setores sociais.
Os números oficiais mostram que a população brasileira é composta por 104,5 milhões de mulheres; já os homens são 98,5 milhões. Quanto ao eleitorado, 52,47% são mulheres e 47,51% são homens.
Vejamos, agora, na economia. A presença sindical no mercado de trabalho está crescendo. Hoje, as companheiras chegam a 48,1% do mercado de trabalho. A lei 14.611/2023, do presidente Lula, atendeu pedido das mulheres sindicalistas. Ela estabelece igualdade salarial e de oportunidades entre homens e mulheres, na mesma função.
Dia 8, no ato da Avenida Paulista, as falas chamaram atenção para as diferenças salariais e a violência. A brasileira tem escolaridade superior ao homem. Ainda assim, em média, ganha menos.
O Dieese aponta que a mulher ganha 21% menos que o homem. Mesmo com nível educacional superior, a trabalhadora recebe menos 35%. Nos cargos de gerência e direção, o salário da trabalhadora fica 28% abaixo do homem em função igual.
A situação da mulher negra mostra disparidades ainda maiores. Tomando-se por base o salário mínimo, os números são estes: (ganham apenas o mínimo) – Bahia, 65%, Maranhão, 64% e Piauí, 64%. Melhora a situação, no entanto, nas regiões Sudeste e Sul. Rio Grande do Sul, 25%; São Paulo, 23%; Santa Catarina, 15%.
A atuação sindical tem ajudado a melhorar a situação financeira das companheiras. Graças ao Piso Salarial negociado pelos Sindicatos.
Guarulhos – A melhoria salarial e a ampliação dos direitos femininos avançam em nossa base. Nosso Departamento Feminino atua nesse sentido, mas ainda temos muito pra avançar.
Sabemos que existe disparidade em todos os setores, mas peço às metalúrgicas que, se ganharem menos na mesma função, procure o Sindicato, denuncie, porque agora é lei. E vamos fazer cumprir a lei.
Violência – A celebração do 8 de Março deste ano foi marcada pelo grave problema da violência contra a mulher e do aumento nos casos de feminicídio. O assassinato de mulheres é um drama gravíssimo. O Brasil registra média de quase seis feminicídios por dia. No próprio Estado de São Paulo tem crescido o registro de violência contra a mulher.
Homens – A revolta das mulheres contra a violência é mais do que justa. Mas não basta. É preciso que nós, homens, estejamos na linha de frente dessa luta, ajudando as companheiras.
O Sindicato, por meio do Departamento Feminino ou de nosso Jurídico, pode ajudar a mulher. Não tenha medo de denunciar e procurar apoio.
Patrão – Peço aos empresários que se engajem nessa luta, porque a empresa tem função social. E isso está escrito em nossa Constituição.
Ao ensejo do Dia da Mulher, mando um abraço fraterno a todas, sejam ou não metalúrgicas. Eu e toda a diretoria do Sindicato estamos com vocês!

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