Com problemas de saúde, o metalúrgico Miguel Torres, presidente nacional da Força Sindical, não será este ano candidato a deputado federal pelo PDT no Estado de São Paulo.
O anúncio foi feito durante plenária na Federação dos Metalúrgicos, na manhã da terça (23). A Federação tem 54 Sindicatos filiados, abrangendo em torno de 700 mil trabalhadores. Este seria, em tese, o público-alvo de Miguel.
Segundo Miguel, a Força Sindical avaliará outras eventuais candidaturas. Ele comenta: “Pode ser alguém do meio sindical ou mesmo um candidato que não é do nosso meio, mas esteja afinado com as demandas trabalhistas e a pauta unitária elaborada pelas Centrais”.
O dirigente da Força Sindical, agora sem a perspectiva de campanha própria, pretende se engajar em candidaturas ao Senado no Estado de São Paulo ou ao governo. “Na medida do possível, me engajarei em outras candidaturas fora do Estado de São Paulo”, afirma o dirigente.
Frieza – Miguel Torres entende que mesmo o meio sindical anda frio em relação às eleições. “Vamos mexer nessas águas paradas, engajando nossas direções e chamando o trabalhador a exercer o seu direito de votar. Até porque sem voto não há democracia”, comenta o sindicalista.
Havia, semanas atrás, uma discussão sobre a possibilidade das Centrais e entidades mais fortes apontar uma lista de candidatos preferenciais. No entender de Miguel Torres, “essa ideia não prosperou, mas ainda há tempo de ser discutida e retomada”.
Determinados segmentos defendem a eleição de uma bancada sindical, até para fazer frente ao rolo-compressor da representação patronal na Câmara e Senado. Mas a dispersão partidária e política mostra ser inviável essa pretensão.
MAIS – Sites do Diap, Força Sindical, Vermelho e Agência Sindical.









