Alcolumbre destrava pauta e PEC 221 avança
Na quinta à tarde, dia 21, o clima em Brasília era de pessimismo moderado quanto à tramitação da PEC 221 – que acaba com a escala 6×1 e fixa em 40 horas semanais a jornada de trabalho. Isso porque a pauta do Senado está congestionada de matérias que cobrem outros vastos interesses políticos.
Acrescente-se que a Casa tem que lidar também com 31 Medidas Provisórias (das blusinhas, dos motoentregadores etc.) aguardando apreciação ou voto.
Até a tarde da quinta, o presidente Davi Alcolumbre – (União Brasil-AP) não havia despachado a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça – despacho à CCJ é rito obrigatório.
Era o panorama traçado pelo jorna-lista André Santos, consultor do Diap. “Difícil a PEC andar numa pauta tão congestionada. Mas pode acontecer”, ele alertava. E aconteceu. Na sexta (dia de baixa produtividade legislativa), Alcolumbre destravou a pauta e a PEC foi encaminhada à CCJ, onde Omar Aziz (PSD-AM), seu presidente, apoia a matéria.
O sindicalismo comemorou o avanço, pois as 40 horas são bandeira histórica do movimento. E o fim da escala 6×1 é o desejo explícito da imensa maioria de trabalhadores, especialmente dos jovens e das mulheres.
Vota? – Segundo André Santos, o Senado tende a ser dominado pela pauta eleitoral. Resta o desafio das duas votações: na CCJ e depois no plenário.
O clima em Brasília, agora, é de moderado otimismo.




