Na democracia, o cidadão é livre pra escolher seu partido, seu candidato, sua corrente ideológica. Essa liberdade é sagrada e deve ser respeitada por todos.
Mas como essa liberdade funciona? Será mesmo que funciona na prática? Ou será que o poder do dinheiro, o poder de entidades estranhas à política e a força caótica das redes sociais não distorcem essa liberdade?
Por isso, o primeiro cuidado que se deve ter é com a preservação da liberdade, da própria autonomia. A pessoa pode ouvir conselhos, receber mensagens partidárias, ter suas redes inundadas por influenciadores digitais. Mas, ainda assim, deve decidir de forma autônoma.
Quando pensamos em eleição a gente tende a se concentrar nos cargos majoritários, nem sempre dando importância devida aos pretendentes a um mandato parlamentar.
É um erro deixar essas candidaturas em segundo plano, até porque hoje o deputado federal e o senador têm um poder imenso, que cresceu muito com as chamadas emendas parlamentares.
Um bom parlamentar pode destinar recursos via emendas para escolas, hospitais, saneamento básico, transporte coletivo e outros setores que ajudem a melhorar a vida do povo.
Mas um mau parlamentar pode utilizar as emendas para esquemas espúrios, obras desnecessárias, para fazer caixa 2, enfim, alimentar a corrupção.
Mas como saber quem é quem, que político busca o bem comum e qual trabalha pelo interesse coletivo?
Bem. Isso requer do eleitor que seja bem informado, que procure conhecer o passado de cada candidato, que avalie seu potencial e meça as obras por ele já realizadas. Até porque a árvore se conhece pelos frutos.
Se cada um valorizar o voto, se cada cidadão entender o voto como ferramenta em prol da justiça, da inclusão e do progresso coletivo, poderemos melhorar muito a qualidade política geral, principalmente elegendo um Congresso comprometido com o povo, a saúde, o emprego, os direitos, a segurança e a soberania nacional.
Sindicato – O Sindicato influi no voto do trabalhador? Não é bem assim. O dirigente deve defender candidatos comprometidos com a classe trabalhadora. Enquanto cidadão. Já o Sindicato é uma entidade não-filiada a partidos, respeitando a variedade política que há na própria categoria profissional.
Ao Sindicato cabe mais orientar em quem não votar do que indicar algum candidato. E não votar em quem? Em quem é contra a democracia, contra os direitos, contra a justiça social, contra a distribuição de renda, contra as mulheres e contra os pobres. Esse tipo de político merece nosso repúdio.
Por isso, olhe bem ao seu redor. Separe quem é joio de quem é trigo. Veja quem diz a verdade. Sim. Há muitos políticos que dizem a verdade. Esses merecem o voto do frentista e de toda a classe trabalhadora.
Eusébio Luis Pinto Neto. Presidente do Sinpospetro-RJ e da Federação Nacional dos Frentistas. E-mail: eusebiopinto@yahoo.com.br









