O aumento de R$ 91,00 no valor do Bolsa-Família, anunciado pelo governo ontem (17), beneficiará as pessoas, o mercado interno e também os cofres públicos. “É dinheiro que multiplica”, afirma o economista e perito contábil, Pedro Afonso Gomes, também integrante do Conselho Federal de Economia.
O reajuste de 15% repõe a inflação ao elevar o valor por família para R$ 691,00. Pedro Afonso cita o fator “múltiplo de cinco”. E explica: “Cada R$ 1,00 destinado pelo governo ao consumidor multiplica-se por cinco, pois beneficia a pessoa, o comércio, os serviços e também aumenta a receita do governo via impostos gerados pela cadeia de negócios”.
Comida – O economista ressalta que a agricultura e o setor que comercializa alimentos serão diretamente contemplados. Hoje, em média, o pacote com cinco quilos de arroz custa em torno de R$ 20,00. Ou seja, os R$ 691,00 permitem comprar 34,5 pacotes de cinco quilos do alimento. Com os R$ 91,00 ao Programa, a família pode comprar mais 4,5 pacotes de cinco quilos.
A pendenga política, devido ao reajuste próximo do dia da eleição, na visão de Pedro Afonso Gomes já era previsível. Ele comenta: “O certo teria sido conceder meses atrás esse aumento, que é justo. Porém, quanto ao benefício em si ninguém em sã consciência irá contestar”.
Pela legislação em vigor, é proibido distribuir gratuitamente bens, valores ou benefícios no ano eleitoral, mas há exceções para casos de calamidade pública, estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o Bolsa-Família beneficia atualmente 19,3 milhões de famílias em todo o Brasil. A multiplicação de 19 milhões por R$ 91,00 ao mês indica um forte aporte de dinheiro no mercado. Para Pedro Afonso Gomes, “esse dinheiro vai direto pro consumo e a tendência é beneficiar principalmente os pequenos negócios do setor de serviços, muitos deles na informalidade”.
MAIS – Site do MDS









