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quinta-feira, 17/09/2026
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Magri diz por que apoia Lula

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Aos 86 anos, Antônio Rogério Magri segue na ativa. Praticante de artes marciais desde a juventude, ele hoje preside o Sindicato dos Profissionais de Educação Física de São Paulo e Região (Sinpefesp). Magri, que já foi ministro do Trabalho e Previdência Social, fez carreira sindical no Sindicato dos Eletricitários do Estado de São Paulo e também na CGT.

Na quarta, participou do Podcast Repórter Sindical, apresentado pelo jornalista João Franzin, no qual tratou do tema “sindicalismo e eleições”. Magri apoia a reeleição de Lula e defende participação política mais efetiva dos dirigentes sindicais.

Do alto de sua experiência, ele alerta: “Se Lula vencer, a classe trabalhadora tem chances de avançar e ter mais direitos. Se Bolsonaro ganhar, o sindicalismo será o alvo principal dos ataques da extrema direita. Aliás, o guru do Flávio é o Rogério Marinho, que já anunciou a volta das reformas trabalhista e previdenciária. Os idosos vão pagar caro”.

Para Magri, o sindicalismo falha ao não investir na formação política de seus dirigentes, deixando de formar massa crítica. “Hoje, tem muitos trabalhadores de direita. É preciso dialogar com esses companheiros e explicar que a opção pela direita é tiro no pé. Mas pra fazer isso a pessoa precisa ter argumentos e dados, ter razão”.

Patrões – Magri chama atenção para o ativismo permanente das entidades patronais, na defesa de seus interesses e contra matérias benéficas aos trabalhadores. Ele afirma: “A Fiesp, a CNC, a CNI e outras fazem lobby permanente em Brasília e mobilizam suas estruturas em defesa dos interesses do capital. Elas podem, mas o sindicalismo não pode se engajar? Isso não é justo”.

Eleições – Para o ex-ministro do Trabalho, essas eleições definirão o futuro do País, a qualidade das relações de trabalho e a própria condição de vida do trabalhador ou do aposentado. Magri orienta: “Os trabalhadores são livres pra escolher. Mas precisam ser orientados sobre os compromissos de cada candidato. Precisam saber que votar em determinados candidatos é colocar a forca no próprio pescoço”.

Audiência – O Podcast “Sindicalismo e Eleições” obteve 39.437 alcances, com 209 comentários.

MAIS – Acesse o Canal YouTube da Agência Sindical