A aprovação no Senado da PEC 221 é um avanço histórico. Com isso, cai a escala 6×1 e a jornada semanal baixa de 44 pra 40 horas. Dezenas de milhares de brasileiros serão beneficiados. A aprovação no Senado aconteceu na noite de 14 de outubro. A partir da votação, toda a imprensa passou a repercutir intensamente o fato e na manhã da quinta os meios de comunicação e as redes sociais não falavam de outra coisa.
A mídia falava sobre a posição das bancadas partidárias, do apoio de Lula à PEC, da vacilação de Flávio Bolsonaro, da conduta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do descontentamento do setor patronal e de outras questões.
Mas um personagem central dessa luta vitoriosa não era citado: o movimento sindical. Justo quem levantou essas duas bandeiras e participou das articulações, mobilizações e lutas do primeiro ao último minuto.
A grande mídia pode tentar diminuir a relevância do sindicalismo nessa luta. Mas saberá que está omitindo um fato concreto, porque sem o sindicalismo não teríamos conquistado o fim da escala 6×1 e a redução da jornada pra 40 horas.
Portanto, meus companheiros e companheiras, somos nós, os dirigentes sindicais, que precisamos contar essa história direito, passo a passo até a vitória final. E cada trabalhador deve também repercutir as conquistas.
Essa é a nossa tarefa imediata, ou seja, dar ao movimento sindical a real dimensão de nosso trabalho e das nossas lutas até a vitória da PEC 221. Mas não basta. Precisamos, urgentemente, disseminar a narrativa verdadeira, se não, daqui a pouco, a classe dominante vai impor uma versão que nos exclui dessa conquista histórica.
Vamos, portanto, massificar nas redes sociais e em todos os canais de comunicação a participação decisiva do sindicalismo na construção dessa vitória. Vamos postar no Facebook, no Instagram, no YouTube. Vamos gravar vídeos sintéticos mostrando aos trabalhadores a nossa participação.
A massificação dessa conquista também nos fortalecerá junto ao patronato, evitando que os patrões manobrem e tentem desvirtuar a aplicação do fim da escala 6×1 e a jornada de 40 horas.
Convido a todos a divulgar maciçamente essas duas conquistas, exigir as duas folgas semanais e cobrar jornada reduzida, conforme o texto da Proposta de Emenda Constitucional 221.
Vencemos uma etapa. Mas a luta ainda não terminou.
Eusébio Luis Pinto Neto – Presidente da Federação Nacional dos Frentistas – Fenepospetro.









