Aos 80 anos, cnti debate futuro
A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, fundada em 19 de julho de 1946, uma das nossas entidades mais tradicionais, marca seus 80 anos com lançamento de revista comemorativa .
Em entrevista à Agência Sindical , seu presidente, José Reginaldo Inácio – eletricitário de Minas Gerais com mestrado e doutorado em áreas ligadas ao trabalho – destaca a atuação da Confederação em vários momentos importantes da vida nacional, como a Assembleia Nacional Constituinte.
Ele enfatiza que a unicidade sindical e a representação por categoria (Artigo 8º da Constituição) são vitais na resistência aos avanços da direita e para frear as agressões aos direitos da classe trabalhadora.
O dirigente da CNTI defende a reindustrialização do País, elogia o programa Nova Indústria Brasil, mas ressalva que a NIB não inclui a posição e as demandas dos trabalhadores.
Reginaldo Inácio vê necessidade de mais investimentos na qualificação profissional e alerta que a Reforma Trabalhista de 2017 afetou duramente as finanças sindicais. Ele pleiteia também maior presença sindical no Sistema S quanto à formação profissional.
Plenária – Pejotização, inteligência artificial, redução da jornada e inclusão de jovens e mulheres foram temas da Plenária Nacional em Luziânia, em setembro, que resultou na Carta de Luziânia .
Na manhã desta segunda (19), a Federação Nacional, a Estadual e Sindicatos filiados debateram com seus Jurídicos os efeitos para a categoria do fim da escala 6×1 e a jornada de 40 horas.
O apoio aos avanços não exclui cautela na comunicação e nas negociações coletivas.
Frentistas debatem
O Diap analisa os impactos da redução da jornada semanal para 40 horas e do fim da escala 6×1. Com a promulgação da Emenda Constitucional, o desafio passa a ser acompanhar a implementação das novas regras, a fim de garantir os direitos dos trabalhadores beneficiados.


