A independência e o independente

Data:

Compartilhe:

Setembro lembra independência e toda a responsabilidade que ela acarreta. O Brasil, ironicamente, tornou-se independente pelo próprio colonizador ou por um de seus filhos.

Sem ter tempo para esclarecimentos, a verdade é que foi um português que, com o Independência ou Morte, criou uma ruptura com a Corte.

Daqui a um ano, poderemos estar comemorando o bicentenário dessa gloriosa data. Interessante que pouco ou quase nada se fala sobre o honroso feito.

Entretanto, também pouco homenageados são os centenários de Paulo Freire e de Paulo Evaristo Arns, por serem defensores da igualdade, do equilíbrio social, da independência cultural, da reforma educacional com respeito à diversidade de cultura e de um Brasil realmente livre.

Nasceram em um mesmo setembro, um em Recife/PE e ou outro de Forquilhinha/SC, e deixaram marcas de seu trabalho e seus ensinamentos por onde passaram, referenciados pelo mundo e pouco lembrados por nós, seus compatriotas.

Ozires Silva, tenente-coronel da FAB, que ajudou a fundar e presidiu a Embraer, conta que o brasileiro é contra seus ídolos (link abaixo), haja vista não termos nenhum Prêmio Nobel na Academia. Concluiria dizendo: temos que manter nossa memória viva.

Somos aquilo que construímos e nossas obras escancaram aquilo que vivemos e deixamos de ensinamentos.

Sejamos independentes em nossas ideias e conquistaremos um Brasil melhor.

Professor Oswaldo Augusto de Barros
Coordenador do FST – CNTEEC – FEPAAE

Acesse – https://fstsindical.com.br/novo/

Clique aqui e leia mais opiniões do professor Oswaldo

Conteúdo Relacionado

Aprofundar o debate sobre o País – Murilo Pinheiro

Encerrada a primeira etapa das eleições, o segundo turno oferece nova oportunidade para discutir com profundidade os caminhos para o Brasil. É fundamental conhecer...

Vamos aos votos! – João Guilherme Vargas Neto

Há um dito espirituoso de Napoleão de que a melhor ocasião de se travar uma batalha é imediatamente após uma vitória.Mas as milhares e...

Eleições 2026: disputa entre enredo e narrativa – Rita Serrano

Nesta campanha há uma clara disputa entre o enredo, representado pelo presidente Lula, e a narrativa, representada pelo senador Flávio Bolsonaro. Enquanto o primeiro...

Reflexão sobre as eleições – Artur Bueno de Camargo

Em minha experiência de vida, trabalhei na agricultura familiar, desenvolvi várias atividades no campo e no chão de fábrica, estou há mais de 40...

Três questões em jogo – Adilson Araújo

A exploração sensacionalista de escândalos recentes na mídia tradicional e nas redes sociais tem funcionado como uma verdadeira cortina de fumaça sobre o debate...