A mentira e a retratação – Oswaldo Barros

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O descrédito hoje está diretamente ligado à falta de personalidade moral daquele que apresenta a versão sem compromisso com a verdade. No mundo moderno “on line”, é o que chamamos de “fake news”.

Mais do que nunca o adágio criado por Joseph Goebbels, ministro da propaganda Nazista – “uma mentira contada mil vezes torna-se verdade” – tem que ser melhor analisado por todos.

A comunicação nos tempos atuais é muito veloz. Ela nem sempre é corretamente interpretada, mas sempre é compartilhada. Verdades são deturpadas e mentiras acabam aceitas.

Projetos, enviados pelo Executivo como “reformas”, são aprovados no Congresso para flexibilizar direitos conquistados e precarizar a mão de obra, cuja oferta é maior que a procura.

Juristas como o Ministro Amaury Rodrigues Pinto Jr.

, recentemente conduzido como membro do Tribunal Superior do Trabalho, afirmam que a impossibilidade de um custeio sindical, trazida pela Reforma Trabalhista e confirmada pelo STF, impede o equilíbrio de forças nas negociações Coletivas de Trabalho.

As mentiras geraram inicialmente decisões que, se não forem revistas, virarão verdades e o grande prejudicado será o lado mais fraco da relação Capital-Trabalho.

O mesmo podemos afirmar quanto ao ditado citado inicialmente, que dava sustentação ao movimento Nazista Alemão. Mesmo quando desmentido, deixou cicatrizes que se busca esquecer, mas que sirva de exemplo para a consciência na busca da verdade.

Hoje, desdizer o que se disse abala a credibilidade até mesmo dos mais poderosos. O tempo será o Senhor da razão.

Professor Oswaldo Augusto de Barros
Coordenador do FST – CNTEEC – FEPAAE

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