22.3 C
São Paulo
quinta-feira, 5/03/2026

Adilson reafirma caráter classista da CTB, que completa 13 anos

Data:

Compartilhe:

Em 12 de dezembro de 2007, a partir do núcleo da Corrente Sindical Classista, nascia a CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Na sua constituição, a Central se compôs com apoio dos rurais, dos marítimos, além de base ligada ao Partido Socialista Brasileiro. O congresso de fundação ocorreu em Venda Nova, Minas Gerais.

Adilson Araújo, presidente, exerce o segundo mandato. Aos 52 anos, ele tem origem no setor bancário, onde atua há 33 anos na condição de funcionário do Itaú/Unibanco. Adilson, que milita desde 1987, ingressou no Sindicato da Bahia em 1990, diretor de base. Foi coordenador estadual da CCT e presidiu a CUT Bahia. Preside a CTB desde 2013. Em 2017, foi reeleito.

Balanço – Para o presidente, nesses 13 anos, “a CTB consolidou seu projeto de Central Sindical preservando princípios e objetivos”. Ele cita os pilares dessa trajetória, entre os quais “fortalecer os Sindicatos, buscar sua sustentação material e combater a pulverização das entidades”. O dirigente comenta: “mantivemos autonomia frente a governos e patrões, fortalecemos nossa política de solidariedade com o movimento internacional, fomos constantes nas lutas em defesa da democracia e contra o golpe”.

Adilson Araújo afirma que “a CTB também propõe um modelo rural solidário e sustentável e atua na defesa da educação, da integração dos povos, com esforço centrado na construção de um novo projeto de desenvolvimento nacional, de alcance social e horizonte socialista”.

Nesses 13 anos, a Central, de forma unitária, participou das articulações pela política de valorização do salário mínimo que, nos governos Lula e Dilma, conseguiu mais de 70% de aumento. Adilson lembra também que, à época, muitas categorias tiveram ganho real por mais de 10 anos.

Renda – Uma das bandeiras da CTB é atualizar as tabelas do Imposto de Renda sobre salários, cujo desconto maior está em 27,5%. O dirigente argumenta: “Se o desconto incidisse a partir de R$ 5 mil, isso, por si só, aumentaria a renda dos trabalhadores e também faria o sindicalismo se aproximar de setores assalariados da classe média, nem sempre simpáticos ao movimento”.

Pandemia – O sindicalismo, desde o início, tomou posição. Quanto à Covid-19, as Centrais produziram documento que reivindica, entre outras medidas, proteção à vida e ao emprego, reconversão industrial, EPIs aos trabalhadores, álcool gel e testagem em massa.

Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, caberia ao governo “emitir dinheiro, oferecer crédito subsidiado, sobretudo aos pequenos negócios; retomar grandes obras paradas; e investir na saúde e educação.” Sem isso, afirma, “fica difícil gerar empregos”. No que diz respeito à vacina, Adilson Araújo defende que chegue o mais rápido, “venha de onde vier”.

Conteúdo Relacionado

Manobra na Câmara ameaça direitos

Contra a redução da jornada de trabalho, a bancada bolsonarista liderada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) apresentou o Requerimento 477/2026, visando apensar a PEC...

Pais terão licença maior

O Senado aprovou dia 4 Projeto que amplia gradualmente a licença-paternidade, passando dos atuais cinco para 20 dias. Benefício será concedido aos pais, nas...

Condutores de São Paulo vão às urnas

As eleições no SindMotoristas de SP costumam ser muito disputadas. Quatro chapas vão concorrer ao pleito dias 10 e 11 de março.A chapa que...

Janeiro registra 4.319 empregos-dia

Os empregos crescem no Brasil. Janeiro abriu mais 112.334 vagas com Carteira assinada. Dados do Novo Caged, divulgados terça (3) pelo Ministério do Trabalho...

Projeto emprega mulheres agredidas

O Sindicato dos Comerciários de SP e o Instituto Mulheres do Grajaú realizaram dia 25 de fevereiro importante ação de intermediação de mão de...