Às vezes, repetir algo não é mera redundância, é um alerta de confirmação.
Reproduzo a nota “Dias de Luta” do painel da Folha (18/05): “Na véspera da votação do fim da escala 6 x 1 na Câmara, as centrais sindicais prometem fazer mais barulho e pressão em defesa da redução da jornada. Nos dias 24 e 25, haverá mobilização nas ruas. No dia 27, provável data da votação em plenário, os sindicatos estarão nas portas dos locais de trabalho em todas as capitais do país. Eles também querem ocupar as galerias do plenário da Câmara.”
A redução constitucional da jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário e o fim da escala 6 x 1, tornou-se um verdadeiro clamor nacional (muito além da audiência sindical), que deverá ser ouvido pelos parlamentares.
Mas a própria luta ensina uma lição útil aos dirigentes e ativistas sindicais e aos trabalhadores e trabalhadoras: a preocupação de eleger nas eleições de outubro deputados sensíveis e favoráveis às reivindicações do povo trabalhador e de deseleger aqueles que representam a reação contra a vontade popular.
João Guilherme Vargas Netto. Consultor de entidades sindicais de trabalhadores.









