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sábado, 17/01/2026

Amo o Brasil, quero mudanças!

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Amo o Brasil, quero mudanças!

Nasci há 80 anos. Numa rua operária, bairro do Cambuci, São Paulo. No mesmo Cambuci arranjei meu primeiro emprego, na Light. Abri valetas, dirigi caminhão, me tornei técnico eletricitário especializado. Com o salário da Light, formei família. Ali, alarguei meu entendimento da vida, do sindicalismo e da política.
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Ascendi na profissão nos anos 70. Nesse período, começava a retomada do movimento sindical, com velhos e novos dirigentes – Lula, Joaquinzão, Audálio Dantas e outros valorosos companheiros. O regime arrochava salários, censurava a imprensa, reprimia a sociedade.
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Ao fazer isso, pedia força.

Entrei para o Sindicato dos Eletricitários de SP e cheguei à presidência.
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Também dirigi o Instituto Cultural do Trabalho, organização internacional alinhada ao sindicalismo não-comunista. Sou um dos fundadores da CGT, entidade que presidi.

Na eleição de 1989, a candidatura do jovem Collor chamou minha atenção. Votei nele, fiz campanha. Nunca tive pretensão de compor governos, mas fui chamado pelo Presidente e, durante bom período, dirigi o Ministério do Trabalho e da Previdência Social.

Minha ideia sobre o Ministério era aquela de Getúlio Vargas, que criou a Pasta apoiado na força da Revolução de 30 e contra a elite atrasada, escravagista, que teimava em subjugar o Brasil.

Sempre pensei nesse Ministério como ferramenta de valorização do trabalho, apoio aos trabalhadores, melhoria nas relações capital-trabalho, enfim, capaz de ajudar a articular um pacto social que tivesse o trabalho no centro do projeto nacional.

Saí das direções sindicais, afastei-me do Ministério, mas mantive laços firmes com o movimento, como assessor da Força Sindical, UGT e de outras entidades.

Em anos recentes, um grupo de profissionais criou o Sindicato dos Professores de Educação Física do Estado de SP. Eu sempre pratiquei o fisiculturismo, fui campeão de lutas marciais e até hoje sou esportista. Agora, com a licença do presidente da entidade, assumo sua direção. Somos 160 mil profissionais, dos quais 90 mil na ativa.

A esses companheiros dedico energia, projetos, ações e coloco à disposição minha experiência e compromissos. Com eles debato a conjuntura nacional e buscamos definir uma conduta claramente contrária ao projeto neoliberal de Jair Bolsonaro.

Vejo agora Bolsonaro cortar ainda mais verbas do Ministério do Trabalho e a usar a Pasta pra precarizar o trabalho e arrochar a renda. Não posso me calar. Por isso, digo que a eleição presidencial deste ano definirá o futuro do Brasil. Não será só mais um pleito. Peço a todos que reflitam sobre isso e ajudem nossa Pátria a retomar o caminho da paz, da tolerância, do progresso e da justiça social.

Amar, de verdade, o Brasil é mudar esse governo, é criar empregos, é resgatar a esperança para as atuais e futuras gerações.

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