Aos companheiros argentinos: a resistência é necessária! – Eusébio Neto

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Nós, frentistas e demais trabalhadoras e trabalhadores brasileiros, acompanhamos com indignação e sentimento de solidariedade a batalha dos companheiros argentinos contra a “reforma” de Javier Milei. O veneno é o mesmo que Temer nos serviu em 2017: um pacote que finge “modernizar” as relações trabalhistas apenas para precarizar o trabalho, enfraquecer os sindicatos e encher o bolso dos patrões.

Milei ataca a dignidade da classe trabalhadora ao impor jornadas de até 12 horas sem pagar horas extras, com compensações que roubam dos hermanos o descanso e o convívio familiar. É o cansaço como regra, na contramão do debate mundial pela redução da jornada sem corte de salários.

O governo argentino quer ainda que o dinheiro da aposentadoria dos trabalhadores financie as próprias demissões. Além disso, quer amordaçar a resistência, limitando as greves e ampliando o período de experiência para um ano, para facilitar as demissões de quem não aceitar essas regras.

O capital não tem fronteiras para explorar. A unidade dos trabalhadores também não pode ter. Daqui do Brasil, enviamos nosso apoio. Não baixem a guarda! A organização sindical é a nossa última trincheira contra a barbárie. Força na luta, companheiros!

Eusébio Luís Pinto Neto. Presidente do Sinpospetro-RJ e da Fenepospetro.