Após morte de operário, Sintrabor cobra investigação

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Fábrica onde ocorreu morte de operário. Imagem mostra teto desabado. Reprodução Jornal da Record

Após o desabamento do teto da fábrica Truck Bus, em Diadema (SP), na tarde desta segunda-feira (7), causando a morte do operário Milton Jones Teixeira, de 47 anos, o Sindicato dos Borracheiros de São Paulo, Sintrabor, divulgou um Boletim denunciando as condições em que ocorreu o acidente, a falta de informações e cobrando melhores condições de trabalho.

“Não existe ato inseguro. O acidente é sempre fruto de uma condição insegura”, diz o Boletim.

A vítima que prestava serviços como terceirizado, foi atingido pelo tombamento e morreu no local. Ele chegou a ser socorrido em estado grave, mas não resistiu e faleceu.

De acordo com os bombeiros, não houve outras vítimas e nem feridos.

O jornal Diário do Grande ABC, informou que Milton trabalhava para o Grupo Sis Segurança Eletrônica e Informática Ltda e realizava uma vistoria no local, para instalação de câmeras de segurança.

Veja aqui o Boletim do Sintrabor sobre morte de operário

Empresa negou o acidente

Segundo o Boletim do Sintrabor, a Truck Bus chegou a negar o acidente afirmando que a vítima não tinha envolvimento com a fábrica.

Os sindicalistas procuraram representantes da empresa nesta terça (8), mas tiveram dificuldade em saber mais detalhes sobre o caso.

A empresa é fabricante de artefatos de borracha, “focada no desenvolvimento de projetos e aplicações em antivibração e vedação, que atende a montadoras de veículos e fabricantes de maquinário agrícola, no Brasil e no exterior”, conforme o site institucional.

Pedido de investigação

O presidente do Sindicato, Márcio Ferreira, reafirmou a posição contundente da entidade quando se trata de saúde e segurança nos locais de trabalho.

Ele disse que já foi feito um pedido formal de investigação do caso junto ao Ministério Público.

“Esperamos que a morte trágica do companheiro Milton seja um divisor de águas para que a preservação da vida seja prioridade em qualquer situação, seja o trabalhador registrado na empresa ou não”, disse.

Mais – Sintrabor.

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