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sexta-feira, 14/08/2026
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Rais aponta 10 milhões de empregos

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Entre janeiro de 2023 e maio de 2026, o Brasil gerou 10 milhões de empregos formais durante o período de janeiro de 2023 a junho 2026. Os números constam da Relação Anual de Informações Sociais, divulgada quinta (13), pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, saúda a boa notícia e a melhoria na vida do trabalhador empregado. Ele comenta: “O desemprego é o momento mais duro na vida do trabalhador. O desempregado não dorme, não sabe se vai pagar as contas do mês, o aluguel. Mas quando ele consegue um emprego leva alegria e esperança de um futuro melhor para dentro de casa”.

Para o líder da CUT, a retomada dos empregos com Carteira assinada se deve principalmente pelos fomentos levados a cabo por estatais, bancos públicos e em razão de uma política industrial, a NIB. Ele comenta: “Estamos vendo um Estado indutor do crescimento econômico, fazendo planejamento novamente. O Estado dirigindo esse país. É Brasil que a gente quer”.

Números – Nosso mercado de trabalho acumulou 10.100.342 vínculos formais, de janeiro 2023 a junho 2026, ou seja, crescimento de 19,1% no período. No acumulado apenas de 2026, são mais 2,46 milhões de empregos formais, um crescimento de 4,1%.

Os empregos via CLT, inclusive os temporários, cresceram de 4,75 milhões, ou 10,9% – o maior crescimento absoluto no período (13,5%), passando de 43,4 milhões de vínculos em janeiro de 2023 para 48,15 milhões em junho desse ano.

Outros tipos de vínculos (trabalhadores avulsos, dirigentes sindicais, trabalhadores cedidos, diretores não empregados) aumentaram 6,3%, passando de 402 mil para 429 mil vínculos.

Dados Setoriais – O setor de Serviços apresentou o maior crescimento absoluto (28,3%), com criação de 8,45 milhões na Indústria – O setor industrial também cresceu, com mais 832 mil vínculos (10%), alcançando 9,15 milhões de empregos em junho deste ano. A Construção passou de 2,68 milhões para 3,04 milhões, crescimento de 357 mil, ou mais 13,3%.

Raça ou Cor – O maior crescimento absoluto ocorreu entre os trabalhadores pardos, com mais 12,8 milhões de vínculos (88,3%), chegando a 27,34 milhões em junho. Entre os brancos, o crescimento foi de 8,74 milhões de vínculos (48,2%), alcançando 26,88 milhões. Pretos 2,15 milhões (85,4%), chegando a 4,66 milhões de novos vínculos. Amarelos, crescimento de 320 mil (114,5%). Indígenas, mais 90 mil vínculos (164,8%).

MAIS – Site do Ministério do Trabalho e Emprego e CUT