As tarefas são muitas

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Josinaldo José de Barros (Cabeça), presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região

O governo de Jair Bolsonaro jogou o tempo todo no ataque. Ataques a direitos, ataques à democracia, ataques a Lula, ataques a instituições, ataques a jornalistas, ataques ao Judiciário, ataques aos negros, ataques aos indígenas, ataques a todos quantos não lhe beijassem os pés.

Essa tática, orientada de fora pra dentro do País, pela turma do Trump e setores agressivos da extrema direita mundial, nos fez ficar praticamente o tempo todo na defensiva.

A chuva de fake news era diária. Era um verdadeiro inferno.

Mas temos esperança que a eleição de Lula vire essa página deprimente da história brasileira, pra que a Nação se reencontre e irmãos possam novamente dialogar e se abraçar. As discussões, caso persistam, deverão respeitar as diferenças naturais que existem entre as pessoas e os grupos sociais.

Justiça seja feita ao sindicalismo. Nós resistimos, não nos rendemos; mordemos corrente, mas não entregamos os pontos. Onde houve possibilidade de atuar nós atuamos e lutamos. Onde houve espaço pra agir nós agimos. Onde houve condições de resistir nós resistimos.

Considero um feito memorável termos realizado a terceira Conclat, dia 7 de abril, e dela tirado uma pauta unitária das Centrais e do sindicalismo. Essa pauta foi entregue a Lula ainda naquele mês, porque ele se dispôs a nos receber, debater os pontos do documento e assumir compromissos.

Que compromissos? Compromissos com a geração de empregos, o aumento do salário mínimo, o fortalecimento da indústria nacional e, acima de tudo, o respeito ao Estado Democrático de Direito.

Muitos de vocês não têm ideia dos estragos produzidos por Bolsonaro, que não deu um único centavo de aumento real ao salário mínimo, não dialogou com o sindicalismo, atacou as normas de saúde e segurança no trabalho (NRs) e fechou o Ministério do Trabalho dia 1º de janeiro de 2019, primeiro dia de seu governo.

Bolsonaro e seu “posto Ipiranga” também fizeram a inflação voltar com força: gasolina, alimentos, gás de cozinha, conta de luz… Os salários perderam poder de compra. O Brasil voltou ao indigno Mapa da Fome.

Portanto, a classe trabalhadora, as instituições democráticas, o empresariado produtivo, a intelectualidade, os ecologistas, os educadores, os cientistas, os governadores e o próprio Congresso Nacional têm pela frente enormes tarefas. Precisamos ter coragem, trabalhar muito e ajudar a tirar o Brasil desse atoleiro.

Sou um homem de fé e creio que Deus iluminou os brasileiros na eleição presidencial.

Rogo que Ele também ilumine Lula e Alckmin para bem governar, retomar o desenvolvimento, elevar o padrão de vida dos brasileiros e pacificar nosso País.

A Bíblia ensina: – Vigiai e orai. O momento pede que sejamos mais vigilantes.

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