AUMENTO REAL – Josinaldo José de Barros (Cabeça)

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Em janeiro, 15,6 milhões de brasileiros ficaram isentos do Imposto de Renda sobre salários. Isso porque a Lei nº 15.270 foi sancionada pelo presidente Lula, assegurando imposto zero para quem ganha até R$ 5 mil. Quem recebe mais – até o limite de R$ 7.350,00 – também terá desconto menor.

A subseção do Dieese, em nosso Sindicato, fez a conta dos ganhos para os trabalhadores. Ficou assim: salário de até R$ 3.500,00 pagará R$ 530,00 a menos no ano; salário de até R$ 4 mil deixará de pagar R$ 1.529,75 de Imposto de Renda; salário de R$ 4.500,00 vai economizar R$ 2.671,20; para salário de R$ 5 mil, a economia será de R$ 4.170,82 (quase um 14º salário); salário de R$ 7.000,00 economizará, no ano, R$ 621,18. Atualmente, o imposto incide a partir de R$ 3.242,00.

Qual a origem desse ganho? Ela está na Conclat (reunião de sindicatos, federações, confederações e centrais), realizada em 7 de abril de 2022, cuja pauta tinha como uma das principais bandeiras o imposto zero até R$ 5 mil.

Pois bem. No dia 14 do mesmo mês e ano, houve uma plenária em São Paulo com o então pré-candidato Lula. Ele prometeu que, se eleito, isentaria salários de até R$ 5 mil de qualquer cobrança do Imposto de Renda. É justo reconhecer: Lula prometeu e cumpriu.

No holerite recebido no começo deste mês, muitos trabalhadores puderam constatar o fim do Imposto de Renda. Ou seja, testemunharam um aumento real no poder de compra.

Por isso, nos dias 4 e 5, as centrais e os sindicatos foram às portas de fábricas, estações do metrô e terminais de trem e ônibus distribuir folhetos mostrando a redução do imposto e os ganhos para os trabalhadores.

As visitas a esses locais tiveram duplo objetivo:

  • Demonstrar os ganhos conquistados pelos trabalhadores graças à isenção do Imposto de Renda;
  • Reafirmar que o movimento sindical foi decisivo para essa conquista.

Mas as contas não param aí. A economia anual com o IR zero vai aquecer o mercado interno, principalmente pela compra de bens domésticos, gêneros alimentícios e outros itens básicos. Esse tipo de consumo ajuda a manter empregos no comércio e também eleva o recolhimento do ICMS ou do ISS, beneficiando estados e municípios.

Repito: o sindicalismo é a única organização que ajuda a distribuir renda no sistema capitalista. Por exemplo, uma pessoa que receba R$ 5 mil economizará, no ano, R$ 4.170,82 – o equivalente a 83,4% de um salário. Isso é o quê? É distribuição de renda.

A lei do governo aumenta o imposto dos chamados supersalários. A intenção era aplicar uma tributação maior a essa elite. Mas o Congresso Nacional, muito ligado às classes altas, impediu um desconto mais justo.

O Brasil vai bem. A economia é estável. O País abriu novas frentes de exportação. A economia gerada com o Imposto de Renda zero ajudará muito o nosso povo e o nosso País.

Jornada – Desde o ano 2000, nosso Sindicato participa de mobilizações pela jornada de 40 horas: na base, nas ruas e dentro do Congresso Nacional.