Brasil cresce e gera empregos

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Os principais indicadores da economia nacional estão positivos. Um dos mais importantes se refere à condição do emprego. A Agência Sindical ouviu Victor Pagani, Diretor de Relações Sindicais do Dieese. Esse crescimento, acompanhado do bom desempenho de outros segmentos, derruba por terra as previsões dos analistas ortodoxos.

O mercado de trabalho segue aquecido, mostram dados recentes do Ministério do Trabalho e Emprego e IBGE. O Brasil criou 257.528 empregos com Carteira assinada em abril. No ano, saldo positivo é de 922.362 postos de trabalho – 504.571 no setor de Serviços e 190.477 na Indústria. Já a taxa de desemprego de fevereiro a abril fechou em 6,6%, a menor de toda a série histórica para este período.

O que explica tais números? Victor Pagani relaciona vários fatores, e chama atenção para o bom desempenho na indústria.

NIB – “O crescimento do emprego industrial é excelente notícia. Ele se deve ao aumento dos investimentos, resultantes de medidas como o programa Nova Indústria Brasil, o Novo PAC e os aportes do BNDES. Quando a indústria cresce, todos os demais setores se beneficiam. Isso gera empregos de melhor qualidade, com remuneração mais alta e menos rotatividade.”

Causas – “A economia cresce acima das expectativas, impulsionada pela valorização do salário mínimo, expansão do Bolsa-Família e pelos bons resultados das negociações coletivas dos Sindicatos – como mostra o boletim ‘De olho nas negociações’, do Dieese”, afirma o Diretor de Relações Sindicais.

PIB – “Em 2024, o crescimento foi de 3,4%. Para este ano, expectativa era de queda forte. Contudo, indicadores do primeiro semestre vêm sendo positivos, o que têm levado os economistas a reavaliar suas previsões. Penso que o resultado será acima de 2%.”

Selic – “A política de juros do Banco Central é extremamente conservadora, o que acaba por contrair a economia. Poderíamos estar numa fase de crescimento mais acelerado e indicadores de mercado de trabalho mais positivos. A taxa de subutilização da força de trabalho ainda é de 15%, indicando que estamos longe do pleno emprego.”

MAIS – Sites do Dieese, IBGE e Ministério do Trabalho e Emprego.

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