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domingo, 5/04/2026

Brasil o reverso da história

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O Brasil mudou muito nos últimos 200 anos, mas, infelizmente, o grito de independência e liberdade não nos livrou da herança maldita do Brasil Colônia. O povo continua segregado e explorado. A elite brasileira impõe à classe operária uma escravidão mascarada de sociedade.

Essa opressão sempre existiu, porém nos últimos anos se acentuou com o aumento expressivo das desigualdades sociais. Mais de 33 milhões de brasileiros foram lançados às vielas da fome. O triste é identificar nesses rostos desconhecidos, pessoas que talvez nunca venham a conhecer o verdadeiro significado da liberdade, pois agregam ideias que as escravizam ainda mais.

Diante de tanta ameaça à democracia, a reflexão se faz necessária e oportuna neste Sete de Setembro. O povo precisa olhar para trás e encarar os pontos que não deram certo e que continuam atrapalhando o desenvolvimento do país.

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Os avanços conquistados, em 88, com a Constituição Cidadã, estão sendo desmontado gradativamente. A classe operaria teve os direitos reduzidos, com as sucessivas mudanças nas leis trabalhistas, e a dignidade ameaçada com a famigerada reforma da previdência— que vai impor ao idoso trabalhar até morrer ou aposentado sem ter o que comer.

Estamos presos aos grilhões do passado. Se não lutarmos contra a precarização da mão de obra, o desemprego, a alta informalidade, a subocupação, a pobreza, a miséria e as desigualdades nunca seremos livres e independentes.

O Brasil que já foi a 6ª potência econômica do mundo — à frente da Inglaterra— sofre com a crise política orquestrada pela elite econômica e financeira. É preciso repensar o país de ontem e de hoje para escrever um futuro mais justo e digno para o povo. A independência não foi para todos. O brasileiro continua dependente do sistema aristocrático, que a cada dia se mostra mais cruel e doentio.

Companheiros, precisamos despertar desse pesadelo. Mais do que nunca é preciso acabar com o sentimento coletivo de inferioridade, que subjuga o povo ao explorador. Temos que dar um basta neste ciclo vicioso para deixar de reproduzir os erros dos nossos antepassados.

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Somos a maioria e mesmo assim continuamos elegendo congressistas que se recusam a promover reformas estruturais em favor da redução da desigualdade.

O único presidente operário, que este país teve, foi achincalhado por tentar cortar as amarras da escravidão. Chega de eleger quem não nos representa!

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Neste Sete de Setembro os senhores feudais irão às ruas para garantir a hegemonia e a permanência no poder. Lutam em causa própria, por isso não se iludam, nós somos apenas os escravos nesse sistema explorador e abusivo. Celebramos os duzentos anos da Independência, mas, ainda, temos muito a aprender com a história.

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