Centrais condenam agressão à Venezuela

Data:

Compartilhe:

Nota das Centrais Sindicais

Contra o golpismo e a ingerência: em defesa da soberania da Venezuela

Condenamos de forma contundente e inequívoca o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. O imperialismo age para retomar o controle sobre a América Latina, apropriar-se do petróleo venezuelano e enfraquecer o BRICS. Nunca se tratou de democracia. A alegação de combate ao narcotráfico também não passa de uma cínica hipocrisia.

O golpismo está no ar — e mais vivo do que nunca. O cerco à Venezuela vem sendo construído há décadas, desde que Hugo Chávez lutou para implementar no país um projeto de desenvolvimento independente e soberano, algo que os Estados Unidos jamais aceitaram.

O sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, neste sábado, 3 de janeiro de 2026, explicita as linhas geopolíticas que separam, de um lado, os golpistas e imperialistas e, de outro, aqueles que lutam pela soberania e pela independência dos povos. O governo extremista de Donald Trump aproveitou-se do relativo isolamento internacional da Venezuela — impedida de ingressar no BRICS —, apesar da resistência firme do país frente a ataques, ameaças militares, campanhas de desinformação e difamação sistemática.

Cabe exclusivamente ao povo venezuelano, e não a potências estrangeiras, decidir sobre o seu próprio destino. A intervenção na Venezuela representa uma ameaça não apenas ao país, mas também ao Brasil, à América Latina e ao mundo. Como a história mostra, o controle político, social e econômico exercido pelos Estados Unidos sobre o continente tende a aprofundar a desigualdade, impor arrocho econômico, desmontar políticas sociais e conduzir a períodos de grave retrocesso.

O governo brasileiro deve buscar todos os meios para apoiar o povo venezuelano e atuar pela estabilidade regional.

Reafirmamos, neste momento, um compromisso inegociável:

Em defesa do multilateralismo e da solução pacífica de conflitos;
Em defesa da soberania, do diálogo e da autodeterminação dos povos.

É hora de unir forças contra a guerra, contra a intervenção e em favor da paz e da integração latino-americana.

São Paulo, 3 de janeiro de 2026

Sérgio Nobre, presidente da CUT. Miguel Torres, presidente da Força Sindical. Ricardo Patah, presidente da UGT. Ronaldo Leite, presidente (interino) da CTB. Antonio Neto, presidente da CSB. Sônia Zerino, presidente da Nova Central Sindical. Nilza Pereira de Almeida, secretária-geral da Intersindical. José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor.

 

Conteúdo Relacionado

Senado já discute fim da 6×1

Senado já discute fim da 6x1O Senado começou nesta terça (6) a debater a PEC 221, que acaba com a escala 6x1 e reduz...

Podcast da quarta debate Bets

Há dois anos, quando os efeitos das apostas online ainda começavam a aparecer e o tema estava longe da repercussão atual, a Femaco (Federação...

Centrais Sindicais avaliam 1º turno

As Centrais Sindicais avaliam que o segundo turno das eleições presidenciais coloca em disputa projetos distintos para o País e defendem a ampliação do...

Constituição: direitos e cidadania

A Constituição Federal de 1988 completou, em 5 de outubro, 38 anos de sua promulgação. Conhecida como Constituição Cidadã, ela marcou a redemocratização do...

Arapuca pra Lula falhou, diz jornalista

O jornalista e consultor do Diap, Marcos Verlaine, escreve texto direto e preciso sobre os grandes movimentos políticos, entre os quais o cancelamento do...