25.2 C
São Paulo
terça-feira, 26/05/2026

Mãos à obra – por Vargas Netto

Data:

Compartilhe:

Se acreditamos na necessidade de realizar a CONCLAT em abril de 2022 precisamos começar desde já a trabalhar para seu êxito.

Ela não cairá do céu e muito menos acontecerá pelo clamor das bases – será o resultado da ação unitária, empenhada e inteligente das direções sindicais que buscarão repactuar o movimento sindical consigo mesmo e com a sociedade.

O carro do movimento (permitam-me a metáfora desgastada) precisa pegar no tranco que é a CONCLAT, sua plataforma e sua Comissão Executiva da Classe Trabalhadora.

Se as direções sindicais, em especial o corpo dirigente das seis centrais reconhecidas, concordam em dar este passo, sugiro que organizem duas comissões de trabalho que tratariam da própria organização do evento e da proposta de documento final.

Sobre a organização (a começar pela cláusula de paridade entre homens e mulheres) sugiro que o trabalho da comissão encarregada tenha como objetivo a realização de um congresso ou conferência onde se combine o presencial (restrito) e o virtual (ampliado). Sugiro que nem mesmo os cinco mil delegados da primeira CONCLAT e muito menos os 20 mil da CONCLAT do Pacaembu reúnam-se presencialmente.

A representatividade seria o resultado de um criterioso ordenamento baseado nos números atuais aferíveis que, desde as CONCLATs nas cidades grandes (CICLATs), passando pelas ENCLATs estaduais produza uma CONCLAT nacional com não mais de mil delegados presentes.

Sobre a proposta de documento final, que é a plataforma de reivindicações e repactuação, igualmente deve-se constituir uma comissão de trabalho enxuta, porém muito representativa, na qual se aproveitaria, por exemplo, a experiência de dois companheiros que admiro e nos quais confio, Clemente Ganz Lucio e Marcos Perioto, ambos com grande capacidade de produzir um texto sintético e consistente, como o fizeram ao longo dos últimos 20 anos em várias e memoráveis ocasiões.

João Guilherme Vargas Netto – Consultor sindical e membro do Diap.

Clique aqui e leia mais opiniões de Vargas Netto

João Guilherme
João Guilherme
Consultor sindical e membro do Diap. E-mail joguvane@uol.co.br

Conteúdo Relacionado

Garantir a redução da jornada – Murilo Pinheiro

É fundamental dar fim à escala 6X1 e adotar as 40 horas semanais de trabalho. O Congresso Nacional tem o dever de dar esse...

Navio negreiro – João Franzin

O dia, obviamente, tem 24 horas. Mas o Dia do Trabalhador, nas nossas metrópoles, dura menos. Explico.Em média, na Grande São Paulo, o trabalhador...

Pejotização geral: desmonte dos direitos do trabalho – Marcos Verlaine

Sob esse modelo que os empresários querem é o “trabalho sem direitos”. E trabalhador não é empresa. Empresa existe para gerar lucro para o...

Dia 27 pode ser histórico – Josinaldo José de Barros (Cabeça)

A sociedade se organiza em classes. A classe rica é a dominante. A classe média fica no espaço do meio. E quem fica na...

O preço social das bets no futebol – Lourival Figueiredo Melo

O futebol brasileiro nunca movimentou tanto dinheiro com apostas esportivas. Ao mesmo tempo, o País enfrenta o avanço do endividamento familiar, do vício em...