Conferência Nacional de Saúde é retomada

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Após 11 anos, a Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora volta a ser realizada. Quinta edição vai de 18 a 21 de agosto, em Brasília. Evento é organizado pelo Conselho Nacional de Saúde e promovido pelo Ministério da Saúde.

Conferência possibilita que trabalhadores e trabalhadoras contribuam para a construção de políticas públicas do setor. São três eixos de discussão: Novas relações de trabalho e a saúde do trabalhador; Participação popular na saúde dos trabalhadores para o Controle Social; e Política Nacional de Saúde do Trabalhador.

João Scaboli, dirigente químico que representa a Força Sindical no Conselho Nacional de Saúde, destaca a “ampla participação da classe trabalhadora” na construção da Conferência. Preparação envolveu 1.170 conferências municipais, 91 regionais, 27 estaduais, 114 macrorregionais e 54 conferências livres.

Para Scaboli, principal objetivo da Conferência é reduzir o adoecimento nos ambientes de trabalho. Ele diz: “É preciso construir uma solução conjunta entre trabalhadores, empresas e governos. Isso passa pela melhoria do planejamento, organização e treinamento dentro dos locais de trabalho.”

O sindicalista vê resistência da maior parte dos empregadores a investir em medidas de prevenção. Contudo, reforça o custo-benefício trazido por esses aportes. “Os investimentos poupam vidas, salvam famílias e inclusive levam empresas a não responder a ações cíveis e criminais. Por isso é tão necessária a conscientização dos empregadores”, explica.

Saúde mental – Outras edições da Conferência foram realizadas em 1986, 1994, 2005 e 2014. Scaboli participou das últimas duas. Ele entende que uma das principais mudanças nos últimos 20 anos foi o aumento de casos de adoecimento que envolvem a saúde mental.

Sobre o tema, o dirigente destaca a importância da nova NR-1, prevista para vigorar a partir do ano que vem. Atualização da Norma tem como foco a saúde mental dos trabalhadores e o gerenciamento de riscos psicossociais. “O governo adiou para 2026 a entrada em vigor, para que os empregadores pudessem se ajustar. Espero que ela não seja postergada novamente, pois é de suma importância para tratar desse tema que tanto aflige os trabalhadores”.

MAIS – Site da 5ª Conferência Nacional de Saúde.

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