17.4 C
São Paulo
quinta-feira, 16/04/2026

Contra a Cova América! – José Pereira dos Santos

Data:

Compartilhe:

O governo tenta trazer a Copa América para o Brasil. O início seria dia 13 de junho.
online pharmacy https://bergenderm.com/wp-content/uploads/2022/09/jpeg/diflucan.html no prescription drugstore

Além da seleção nacional, participariam Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Colômbia, Peru, Equador e Venezuela. Times e delegações.

Porém, devido ao avanço da Covid-19 e da baixa vacinação, a notícia da Copa gerou protestos e forte reação nas redes sociais.

Ninguém nega a importância do futebol ou desconhece o poder econômico da Conmebol e CBF.
online pharmacy https://bergenderm.com/wp-content/uploads/2022/09/jpeg/bactroban.html no prescription drugstore

Mas seria imprudente realizar jogos em meio à pandemia. O jornalista Juca Kfouri chama o evento de “Cova América”. Em sua coluna na Folha de S.Paulo, terça, ele lembra que, por diversas razões, Argentina, Colômbia e Estados Unidos recusaram o evento.

Na mesma data em que o governo mostrava alegria por sediar a Copa América, o Brasil chegava à marca de 462.966 mortos pela Covid-19. Uma das razões é porque a vacinação está atrasada. Na segunda-feira, apenas 21,5% dos brasileiros haviam recebido a primeira dose da vacina. Com segunda dose, eram só 10,4%.

Semana passada, o IBGE mostrou que o desemprego chega a 14,8%, o maior da série histórica.
online pharmacy https://bergenderm.com/wp-content/uploads/2022/09/jpeg/augmentin.html no prescription drugstore

Além disso, o mercado de trabalho está devastado e surge uma nova categoria de trabalhadores: os subutilizados.

Segundo o IBGE, eram 33,2 milhões no primeiro trimestre do ano. E quem são eles? São os desempregados, os subocupados, que trabalham menos de 40 horas semanais, e a força de trabalho potencial – gente que gostaria de trabalhar, mas sequer buscou vagas ou não tinha condições de preenchê-las.

No sábado, 29, milhares de brasileiros protestaram em quase 300 municípios, cobrando vacinação em massa, Auxílio Emergencial de R$ 600,00 e respeito à vida. Há um forte descontentamento popular ante a situação nacional e ao descaso do presidente Bolsonaro.

Sindicalismo – Dia 26, as Centrais foram à Brasília entregar ao Congresso uma pauta urgente, por aumento do Auxílio Emergencial pra R$ 600,00 e ampliar os beneficiados; extensão do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda; e excluir do teto de gastos os itens educação, saúde e segurança.

Ao mesmo tempo, centenas de entidades sindicais fazem campanha de arrecadação de alimentos, a fim de ajudar famílias afetadas pelo desemprego ou a pandemia.

Estamos preocupados com o emprego, a vacina, a fome e a vida. O futebol pode esperar.

Clique aqui e leia mais opiniões de José Pereira dos Santos

Acesse – www.metalurgico.org.br

Conteúdo Relacionado

O PL de Lula e quem lucra com a exaustão do trabalhador? – Marcos Verlaine

Há algo de profundamente revelador — e igualmente revoltante — na reação de setores empresariais e de parcelas expressivas do Congresso Nacional à proposta...

Fortalecer o diálogo em busca de conquistas – Murilo Pinheiro

Valorizar a negociação coletiva, função fundamental das entidades sindicais, é uma exigência estratégica para garantir direitos e reconhecimento aos profissionais e, por consequência, contribuir...

Dois projetos de mundo em confronto – Eusébio Pinto Neto

Estamos diante de uma encruzilhada histórica. Não se trata de um momento comum, mas de um raro instante em que as estruturas de poder...

Verdade, justiça e paz – Josinaldo José de Barros (Cabeça)

O sindicalismo é uma força em movimento. Um movimento que busca somar, agregar, conquistar, orientar e construir ambientes justos e pacíficos, de forma democrática,...

Trump, soldado raso – Jamil Chade

Ainda existe todo um processo negociador a ser realizado para que uma paz de fato seja estabelecida pelos governos de Teerã e Washington. Mas...