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sexta-feira, 6/02/2026

Cresce assédio eleitoral patronal

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Na manhã de terça (4) chegava mensagem da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS), pelo Twitter. Ela alertava: “A empresa Stara está avisando os fornecedores que demitirá parte de seus funcionários caso Lula ganhe no 2º turno. O dono é um dos principais doadores de Bolsonaro e já foi beneficiado com mais de R$ 2 bi pela sua gestão. Uma mão lava a outra e quem paga é o trabalhador!

É crime!”

A parlamentar anexava carta da empresa, assinada por Fabio Augusto Bocasanta, diretor Administrativo e Financeiro – a Stara é S/A – “Indústria de Implementos Agrícolas”.

Logo mais, chegava outra carta, também do RS, no qual a Extrusor Comércio de Máquinas e Equipamentos Ltda.

se dirigia a fornecedores no mesmo tom, com os mesmos objetivos.
Vídeo de coação explícita de empregados também passava a circular nas redes.

CRIME – A Agência Sindical ouviu o dr. Hélio Stefani Gherardi, 49 anos de advocacia trabalhista neste mês. Ele é claro: “Estamos diante de dois crimes. Um por prática antissindical, que deve ser denunciado ao Ministério Público do Trabalho. Outro de afronta à legislação eleitoral”.

Dr. Hélio Stefani Gherardi alerta contra o assédio eleitoral e patronal

O advogado lembra episódio da empresa Havan, na eleição passada, em que o proprietário bolsonarista reuniu empregados para pregação eleitoral. Ficou famoso também o caso da Riachuelo, protagonizado por seu presidente, outro bolsonarista, Flávio Rocha.

Ante os ilícitos e constrangimento de empregados, o dr. Gherardi considera que são “evidentes as ameaças subliminares de redução de quadro funcional das empresas”. E mais: “A eleição política de maneira alguma pode interferir na relação capital-trabalho”.

Para o advogado, o ambiente eleitoral tem elevado os ataques à classe trabalhadora, “configurando crescente sanha predatória em relação aos direitos dos trabalhadores, já vilipendiados pela reforma trabalhista, como também pelas tantas Medidas Provisórias do atual governo”.

MAIS – Gabinete da deputada federal Fernanda Melchionna (61) 3215.5621; dr. Hélio Gherardi (61) 98116.0005; e Ouvidoria do Ministério Público do Trabalho (61) 3314.8653/8828; MPT SP: (11) 3246.7008/7009.

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