Direitos para além das fábricas

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O movimento sindical tem um papel importante na sociedade. Isso tem ficado ainda mais evidente nesta pandemia. Vivemos tempos difíceis de retrocesso de direitos, ameaças a democracia, e a liberdade social, exacerbam-se as intolerâncias e o ódio social, isso tudo em meio a uma crise sanitária e de negacionismo, onde poucos se levantaram, além do próprio movimento sindical, para defender os empregos, a saúde pública e a saúde dos trabalhadores.

Esta atuação não é de agora. Ao longo dos anos, temos exercido importante papel na vida política nacional. Destaque para combate à ditadura, a luta pela redemocratização do país, as campanhas pela anistia, pelas eleições diretas para Presidente da República e pela convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte.

Nossas raízes, é claro, estão no chão de fábrica, lá no local de trabalho. Por isso que o nosso olhar para a vida dos trabalhadores e trabalhadoras passa pela organização no local de trabalho. Sabemos a importância de ter uma base sólida e forte, com sindicatos atuantes. E é nesta esteira que colecionamos conquistas. É nela que criamos condições de ampliar direitos, de ampliar respeito, eqüidade, e a igualdade entre todos e todas.

No entanto, vivenciamos retrocessos que objetivam também fragilizar o papel sindical e a sua representatividade. É preciso reagir e buscar outros instrumentos que nos permita reforçar ainda mais a nossa atuação para além do local de trabalho. Isto porque precisamos ampliar as nossas ações que contemplem aspectos da vida do trabalhador, que transcendam as demandas econômicas.

Precisamos reforçar as nossas discussões e ações nos espaços de sociais e politicos, nos quais possamos abrir o dialogo para pensar nosso país e nossa comunidade. Um projeto de nação parece um tema distante de nós trabalhadores mas não o é. Tem tudo haver com nossas necessidades mais básicas de vida, como mobilidade, saúde, segurança e educação, politicas de proteção social, cultura, lazer, a qualificação profissional, e, principalmente, geração de emprego. E nós temos muito a contribuir com estas questões.
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Defender os direitos não só os trabalhistas, mas todos aqueles necessários para uma vida digna e justa, é essencial para conquistarmos o país que desejamos.
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É agir enquanto classe. É se preparar para ter capacidade de reação aos desafios e ataques que nos serão colocados, seja pelo poder econômico e/ou políticas de Estado.

Para isso, uma representação política também se faz necessária. Se a política permeia nossa vida e nossa existência, é fundamental debatê-la e buscar os caminhos que façam dos nossos representantes a voz e a força para influir nas decisões que afetam nossos direitos sociais, trabalhistas e humanos.

Isso tem tudo a ver com o voto. É por meio dele que a gente decide não apenas quem vai nos representar, mas o destino de quem será representado, e daqueles que vão efetivamente produzir e apresentar políticas públicas que poderão nos incluir ou excluir. Este é o poder do voto.

Para que os nossos direitos sejam respeitados e ampliados, precisamos pensar neles para além das fábricas.
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Para esta missão, a nossa unidade como classe trabalhadora, e a nossa representação são grandes e fortes aliadas. Nossa esperança está em nossa própria força. Vamos juntos!

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