O Ministério da Agricultura e Pecuária suspendeu as exportações de carne bovina brasileira para a China. A decisão foi anunciada quinta (23) após confirmação de um caso da doença da “vaca louca” em Marabá, no Pará.
De acordo, com o Ministério, o procedimento a partir de agora é encaminhar a amostra para a Organização Mundial de Saúde Animal, no Canadá.
A China é responsável por 57% das exportações, com receita de US$ 485,3 milhões e 100.164 toneladas adquiridas.
Preocupada com a situação dos trabalhadores dos frigoríficos, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação e Afins (CNTA) e a Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação (Contac – CUT), em parceria com a União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação – IUTA, já se mobilizam.
As entidades encaminham, em conjunto, ofícios ao Ministério do Trabalho e Emprego, da Agricultura e Pecuária e à Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo Artur Bueno de Camargo, presidente da CNTA, os sindicalistas pedem reuniões com representantes do governo e da indústria para debater os impactos dos embargos sobre os trabalhadores do setor. As entidades oferecem ajuda para a construção de alternativas para esse momento e caso se prolonguem os embargos.
“Percebemos que não há previsão de normalização das exportações.
Por isso, estamos preocupados com os postos de trabalho, pois sabemos que em caso como esse quem perde é o elo mais frágil da corrente produtiva, ou seja, o trabalhador”, afirma Artur Bueno.
MAIS – Acesse os sites da CNTA Afins e da Contac-CUT.




