20.9 C
São Paulo
sábado, 17/01/2026

Economista do Corecon-SP explica melhora na renda

Data:

Compartilhe:

A renda per capita no Brasil bateu recorde de crescimento em 2023. Subiu de R$ 1.658,00 pra R$ 1.848,00, alta de 11,5% em relação ao ano anterior. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continuado, do IBGE, divulgados dia 19. O percentual representa novo recorde desde a série histórica iniciada em 2012.

Entre os fatores que contribuíram para a elevação estão os programas sociais do governo Lula, como Bolsa Família, associados à valorização do salário mínimo, acima da inflação, e queda no desemprego.

Economista – Pedro Afonso Gomes, presidente do Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo, explica: “Sempre que há aumento significativo da renda dos mais pobres, isso movimenta toda a economia – serviços, indústria, agricultura. A tendência entre as famílias de baixa renda é gastar, pois não há margem pra poupança”.

O IBGE mostra que a massa total de rendimentos em 2023 atingiu R$ 398,3 bilhões. E um dos pontos positivos é que 74,2% do montante estão concentrados em renda do trabalho. O cálculo não leva em conta só recursos salariais, mas também os obtidos por aposentadorias, pensões, programas sociais e aluguéis.

“O aumento na renda do trabalho é importante, pois mostra que ela não tem se fixado nas mãos de poucas pessoas, mas ocorre distribuição devido ao aumento dos postos de trabalho”, avalia Pedro Afonso.

Mínimo – A política de valorização do salário mínimo, com aumento real, teve papel relevante no impulsionamento do rendimento médio no País. Isso porque impacta não só no mercado de trabalho, mas também eleva benefícios como aposentadorias, pensões e BCP/Loas, destinados a pessoas com deficiência ou de baixíssima renda.

Outro componente positivo do quadro é o Bolsa Família. O programa chegou a 19% dos domicílios nacionais, maior percentual da série histórica.

Segundo o presidente do Corecon-SP, isso mostra a importância de políticas acertadas do Estado. Ele diz: “Tem gente que acredita na mão invisível do mercado, mas não existe economia eficiente sem ação estatal. O impulso começa em algum lugar, neste caso, pelo governo. A partir daí a iniciativa privada e os demais setores engrenam”.

Mais – Site do IBGE e da Secom.

Conteúdo Relacionado

SindForte divulga conquistas e chama eleições

Diretores do SindForte, Sindicato que representa trabalhadores no transporte de valores e escolta armada, já distribuem nas bases o mais recente jornal “Transporte Forte”....

Frentistas de SP definem e encaminham pauta

Quarta (14), os 18 Sindicatos de trabalhadores em postos de combustíveis do Estado de São Paulo reuniram-se na Federação paulista (Fepospetro) para definir a...

SECSP participa de ação social na Vai-Vai

No próximo dia 17, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo estará presente em uma grande ação social promovida pelo projeto PASSOS (Projeto de...

Artur propõe unidade sindical nas eleições

O sindicalismo está preocupado com as eleições deste ano. Para tanto, já se mobiliza visando conter o avanço da direita, do bolsonarismo e de...

Manoel Fiel Filho será homenageado em ato

No próximo dia 19 (segunda-feira), um grande evento reunirá sindicalistas, entidades e ativistas pró-democracia para homenagear Manoel Fiel Filho, trabalhador metalúrgico assassinado há 50...
Artigo anterior
Próximo artigo