Economista do Corecon-SP explica melhora na renda

Data:

Compartilhe:

A renda per capita no Brasil bateu recorde de crescimento em 2023. Subiu de R$ 1.658,00 pra R$ 1.848,00, alta de 11,5% em relação ao ano anterior. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continuado, do IBGE, divulgados dia 19. O percentual representa novo recorde desde a série histórica iniciada em 2012.

Entre os fatores que contribuíram para a elevação estão os programas sociais do governo Lula, como Bolsa Família, associados à valorização do salário mínimo, acima da inflação, e queda no desemprego.

Economista – Pedro Afonso Gomes, presidente do Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo, explica: “Sempre que há aumento significativo da renda dos mais pobres, isso movimenta toda a economia – serviços, indústria, agricultura. A tendência entre as famílias de baixa renda é gastar, pois não há margem pra poupança”.

O IBGE mostra que a massa total de rendimentos em 2023 atingiu R$ 398,3 bilhões. E um dos pontos positivos é que 74,2% do montante estão concentrados em renda do trabalho. O cálculo não leva em conta só recursos salariais, mas também os obtidos por aposentadorias, pensões, programas sociais e aluguéis.

“O aumento na renda do trabalho é importante, pois mostra que ela não tem se fixado nas mãos de poucas pessoas, mas ocorre distribuição devido ao aumento dos postos de trabalho”, avalia Pedro Afonso.

Mínimo – A política de valorização do salário mínimo, com aumento real, teve papel relevante no impulsionamento do rendimento médio no País. Isso porque impacta não só no mercado de trabalho, mas também eleva benefícios como aposentadorias, pensões e BCP/Loas, destinados a pessoas com deficiência ou de baixíssima renda.

Outro componente positivo do quadro é o Bolsa Família. O programa chegou a 19% dos domicílios nacionais, maior percentual da série histórica.

Segundo o presidente do Corecon-SP, isso mostra a importância de políticas acertadas do Estado. Ele diz: “Tem gente que acredita na mão invisível do mercado, mas não existe economia eficiente sem ação estatal. O impulso começa em algum lugar, neste caso, pelo governo. A partir daí a iniciativa privada e os demais setores engrenam”.

Mais – Site do IBGE e da Secom.

Conteúdo Relacionado

Pressão popular pode decidir a PEC 221

(A Agência Sindical compila texto do jornalista Marcos Verlaine, do Diap, no qual ele mostra os caminhos da PEC 221 e aponta desafios. Verlaine...

Brasil requer requalificação profissional

O sindicalismo faz circular Manifesto em apoio à reeleição de Lula, colhendo adesões via internet. O texto reafirma a Pauta Trabalhista Unificada e defende...

Sindicalismo lança Manifesto pró-Lula

Assinaturas de adesão ocorrem por meio da internetO sindicalismo colhe, pela internet, assinaturas em apoio a Lula. O movimento utiliza as redes sociais para...

Senado destrava pauta e PEC 221 avança

Alcolumbre destrava pauta e PEC 221 avançaNa quinta à tarde, dia 21, o clima em Brasília era de pessimismo moderado quanto  à tramitação da...

CNTA publica Carta em apoio a Lula

"A decisão fundamenta-se na certeza de que a continuidade deste governo representa a defesa intransigente da nossa democracia e a salvaguarda dos direitos fundamentais...
Artigo anterior
Próximo artigo