Entidades vão lutar pelo cumprimento do Piso do Magistério

Data:

Compartilhe:

O Ministério da Educação (MEC) anunciou segunda, dia 16, reajuste de 14,95%, no Piso do Magistério, que passou de R$ 3.845,63 para R$ 4.420. “A valorização dos nossos profissionais da educação é fator determinante para o crescimento do nosso país”, escreveu o ministro, Camilo Santana, ao anunciar o novo valor nas redes sociais.

O Piso Nacional do Magistério representa o salário inicial das carreiras do magistério público da educação básica para a formação em nível médio. O valor considera uma jornada de 40 horas semanais na modalidade normal de ensino.

Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo lembra que o reajuste do piso deve ser atualizado sempre em janeiro. Segundo ele, é fundamental que os estados, Distrito Federal e os municípios façam um projeto de lei para aplicar o valor do piso.

Heleno orienta que todas as entidades representativas dos profissionais do magistério no país a lutarem pela implementação do Piso, bem como sua vinculação nos planos de carreira. “O percentual do piso deve ser reajustado para melhorar as condições da nossa categoria”, defende o dirigente.

O valor do Piso é definido pelo governo federal, mas os salários da educação básica são pagos pelas prefeituras e pelos governos estaduais. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) denuncia que o Estado não cumpre a Lei do Piso. Em Minas Gerais, o salário pago aos professores é de R$ 2.350,49.

O Sind-UTE já encaminhou ofício ao governador Romeu Zema (Novo) cobrando o cumprimento desse aumento. “Minas Gerais não paga o Piso. E é importante dizer, não paga porque não quer, é uma decisão política não pagar o piso, não fazer o reajuste do piso para os trabalhadores, para os professores, para os trabalhadores em educação”, destacou a coordenadora-geral do Sindicato, Denise Romano.

Ela completa: “É um governo que escolheu não valorizar os professores. As escolhas são sempre sacrificar os professores e, por consequência, a população”, completa Denise Romano.

MAIS – Acesse os sites do MEC, da CNTE e do Sind-UTE

Conteúdo Relacionado

Congresso dos Químicos propõe soberania e avanços

Terminou nesta quarta o 11º Congresso dos Químicos Fequimfar (Força Sindical). Segundo Sérgio Luiz Leite (Serginho), seu presidente, o evento reuniu as dirigentes sindicais...

Miguel Torres defende pressão nas ruas

O Senado sentou-se em cima da PEC 221, que trata do fim da escala 6x1 e institui a jornada de 40 horas. “E se...

Sinthoresp forma mais 63 refugiados

Há anos, o Sindicato dos Hoteleiros de São Paulo (Sinthoresp) acolhe e oferece formação profissional a migrantes e refugiados. A formação se dá por...

Caem os preços da cesta básica em julho

A boa notícia que abre a semana vem do Dieese. A Pesquisa Nacional da Cesta Básica mostra que, em julho, os preços caíram em...

Bancários aguardam desfecho dia 13

A campanha salarial nacional dos bancários é um processo complexo, que vai além do tradicional protocolo da pauta econômica e apresentação das cláusulas sociais...