Dia da Luta Operária foi forte, concorrida e com homenagens

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Teve grande participação sindical e popular a edição 2024 do Dia da Luta Operária, em 9 de julho. Mesmo com frio intenso e chuva, centenas compareceram ao Sindicato dos Padeiros, Centro de SP, no feriado estadual. Ricardo Patah, da UGT, e Adilson Araújo, CTB, foram os presidentes de Central presentes ao evento.

O Dia da Luta Operária foi instituído pela lei 16.634/17, do então vereador Antonio Donato, hoje deputado estadual (PT-SP). A premiação chegou à sexta edição.

O ponto alto é a entrega do Troféu José Martinez, jovem operário morto pela repressão durante a greve de 1917, em São Paulo. Troféu é obra do artista Enio Squeff.

Agraciados – Receberam o Troféu a Médica do Trabalho, Maria Maeno, também pesquisadora da Fundacentro, e o metalúrgico, de Osasco, Carlos Clemente, defensor da saúde do trabalhador, da inclusão de pessoas com deficiência e diretor do Espaço Cidadania.

Placas – Entregues a Isabel Peres, fundadora da Ação dos Cristãos para Abolição da Tortura. In memoriam, a Clodesmidt Riani, ex-presidente da CNTI e CGT, perseguido na ditadura. Também a Valdir Vicente de Barros, torturado na ditadura, ex-diretor da CNTI, ex-presidente dos Metalúrgicos de Niterói e fundador da UGT. E Severino Almeida, líder da greve dos marítimos de 1987, ex-presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante, fundador da CTB.

Emoção – Um dos momentos mais emocionantes foi a leitura, por um dos seus filhos, da carta que Riani escreveu da prisão para sua esposa Norma. Nela, o dirigente reafirma sua fé em Deus, seu compromisso com a democracia e fala em sua esperança na Justiça. Ele ficou preso seis anos, período em que sofreu agressões e tortura. Riani faleceu em 2003, aos 103 anos de idade, em Juiz de Fora, Minas.

CMS – Uma das entidades organizadoras do Dia é o Centro de Memória Sindical. Sua coordenadora, Carol Ruy, falou à Agência Sindical. Segundo a jornalista e pesquisadora, “a premiação deste ano foi marcadamente sindical, com a presença de várias entidades e grande número de dirigentes”. Ela considera acertado realizar o evento numa entidade de classe.

Para cada edição, forma-se um Grupo de Trabalho, que define nomes dos homenageados e critérios da cerimônia. Para Carol Ruy, o Dia da Luta Operária já definiu padrões importantes. Por exemplo, sempre se homenagear um homem e uma mulher. Outro avanço é o apoio crescente das Centrais Sindicais. Na avaliação da coordenadora do Centro, o engajamento sindical fortalecerá, a cada ano, a edição do Dia da Luta Operária.

MAIS – Sites das Centrais, do Centro de Memória Sindical e gabinete do deputado Donato.

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