Juros altos revoltam trabalhadores

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As Centrais Sindicais realizaram manifestação na manhã desta terça (6) contra a atual política de juros. Ato aconteceu em frente à sede do Banco Central, na Avenida Paulista, São Paulo.

A taxa Selic está em 14,25% ao ano, patamar considerado excessivo pelos sindicalistas. O protesto ocorre no mesmo dia em que o Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne pra começar a definir a nova taxa – que será anunciada na quarta, 7.

Participaram do Ato 10 Centrais Sindicais e vários Sindicatos. As críticas visaram principalmente a Gabriel Galípolo, presidente do BC. Com a bandeira “O governo está pipocando na economia”, a Força Sindical disponibilizou dois carrinhos de pipoca, distribuída a todos os presentes e a pessoas que passavam pelo local.

Juruna – “Nós sabemos que o governo Lula queria que a taxa de juros baixasse e indicou um novo presidente do Banco Central. Mas parece que o Galípolo continua pipocando. Nós sabemos o quão prejudicial é a taxa de juros. Os trabalhadores e as Centrais Sindicais estão alertas, chamando a atenção da sociedade e de todo o Brasil”, disse João Carlos Gonçalves (o Juruna), secretário-geral da Força Sindical.

Bira – “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, declarou o vice-presidente nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira. “Ninguém aguenta mais essa taxa escorchante. São quase R$ 1 trilhão no bolso de quem não produz um prego. Pátria livre, abaixo a taxa de juros”.

Cabeça – O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, Josinaldo José de Barros (Cabeça), também esteve entre os oradores. “É preciso que o movimento sindical, junto com os trabalhadores, lute pra baixar os juros. Se o Copom subir a Selic, isso vai encarecer o custo de vida em geral. Quanto menos juros, mais fácil pro trabalhador colocar comida na mesa. Juros altos só vão dar mais renda ao sistema financeiro e aos bancos”, disse o sindicalista à Agência Sindical. “Os juros altos, nós sabemos, vão endividar os trabalhadores pra sobrar mais dinheiro aos banqueiros”, destacou Cabeça em sua fala logo no início do protesto.

O ato foi encerrado logo depois das 11 horas, com uma pequena passeata na Avenida Paulista.

MAIS – Sites da CTB, Força Sindical e demais Centrais. Site dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região.

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