Justiça nega suspensão de greve na GM de São Caetano

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greve na GM

A greve dos trabalhadores da General Motors (GM) de São Caetano do Sul (SP) continua. A empresa tentou na Justiça que o movimento fosse declarado abusivo, mas a juíza Raquel Gabbai de Oliveira, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP), negou.

Segundo a montadora, a paralisação da produção por greve provoca danos à fábrica e à coletividade. No entendimento da magistrada, não se trata de paralisação em serviços ou atividades essenciais. Nesta sexta (8), haverá audiência no TRT-SP.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul conduz a greve. De acordo com o presidente da entidade, Aparecido Inácio da Silva (Cidão), a montadora busca anular a paralisação. “A GM está apostando na nulidade da greve ou que, após o julgamento, a Justiça indique o retorno imediato ao trabalho”, conta.

A montadora apresentou proposta de reposição da inflação dos últimos 12 meses para ser aplicada aos salários em fevereiro de 2022 e fevereiro de 2023. Segundo Cidão, os trabalhadores rejeitaram por unanimidade.

Os funcionários da GM reivindicam reposição do INPC com aumento real, correção do Piso, vale-alimentação, melhorias na PLR e outras cláusulas no Acordo Coletivo. Para o presidente do Sindicato, essas reivindicações não são nada além daquilo que a empresa pode pagar. “Estamos pedindo, basicamente, reajuste e vale- alimentação”, explica o dirigente.

MAIS – Acesse o site dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul.

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